A história da Mercedes; saiba como a escuderia construiu a sua dinastia na Fórmula 1

O início

A Mercedes chegou na Fórmula 1 em 1954 com o W196, um carro extremamente avançado tecnologicamente à época e que possuía duas configurações: o de roda exposta (imagem acima) e um mais aerodinâmico (imagem abaixo).

W196 Type Monza

Karl Kling e Juan Manuel Fangio, que saiu da Maserati durante a temporada para a equipe, estrearam na quarta corrida da temporada, no GP da França, e fizeram a dobradinha (quando dois pilotos terminam uma corrida nas duas primeiras colocações) com direito à volta mais rápida juntamente com Hans Herrmann. Fangio, que ficou em primeiro, ganharia mais três corridas e o campeonato. E com a chegada de Stirling Moss, eles continuaram no caminho das glórias em 1955, ganhando 5 corridas das 7, nas quais Fangio e Moss terminariam em 1º e 2º consecutivamente.

No entanto, a Mercedes saiu do esporte ao final da temporada após um acidente em Le Mans, que acabou matando o piloto Pierre Levegh e 80 espectadores. O saldo foi de 9 vitórias das 12 corridas que participou, incluindo 3 vitórias do modelo Type Monza, que foi o único modelo sem rodas expostas a vencer uma corrida na história da Fórmula 1. A escuderia só voltaria em 1990 para a categoria como uma fornecedora de motores para a Sauber e para a McLaren.

A volta à Fórmula 1

Em 2010, a Mercedes comprou 75% das ações da então atual campeã da fórmula 1, a Brawn GP, se tornando então a Mercedes GP Petronas Formula One Team. Eles escolheram Nico Rosberg e Michael Schumacher para ser sua dupla de pilotos, e o bom carro da Brawn seria uma ótima base para desenvolver o seu projeto.

© Daimler AG

Em sua primeira temporada, a equipe ficou em 4º no torneio de construtores e voltou ao pódio após 55 anos no Grande Prêmio da Malásia, com Nico Rosberg ficando em 3º lugar. O piloto ainda ficaria em 3º em mais duas ocasiões, que foram no GP da China e no GP da Grã Bretanha, e venceria a batalha de pilotos contra Schumacher por 15×4. Já em 2011 o ano foi mais difícil, pois a equipe chegou a liderar algumas corridas com Nico Rosberg mas perdia o gás devido ao desgaste de pneus. Por conta disso, a melhor colocação foi um 4º lugar de Michael Schumacher no GP do Canadá, com Nico Rosberg vencendo a batalha de pilotos por 16×3. A equipe terminaria novamente em 4º nos construtores.

Em 2012, a equipe retiraria o GP do seu nome e se tornaria a Mercedes AMG Petronas F1 Team. Na terceira corrida da temporada, no GP da China, Nico Rosberg faria a pole position, a primeira desde Fangio em 1955, e Michael Schumacher largaria em 3º, mas após uma punição de Hamilton, ele subiria para começar a corrida em segundo. Nico Rosberg deu a primeira vitória da equipe em 57 anos e a primeira da sua carreira, além de se tornar o primeiro alemão a ganhar uma corrida em um carro alemão desde Hermann Lang no GP da Suiça em 1939. Ao todo, a equipe chegou a 3 pódios, 1 vitória e terminou em quinto nos construtores nessa temporada que, apesar da vitória, foi marcada por problemas que totalizaram 11 DNFs (quando não se completa a prova).

China Formel Eins Grand Prix

Arrumando a casa e os passos para o próximo nível

Em setembro de 2012, foi anunciado que Lewis Hamilton estaria de malas prontas para a Mercedes. Substituindo a lenda Michael Schumacher, Lewis confiou no projeto mesmo sendo duramente criticado por sair da McLaren, que à época era mais competitiva. Diversos pilotos e a mídia ficaram em choque com a notícia, alegando que era uma decisão de alto risco sair de uma equipe de prestígio para outra sem sucesso recente.

Nessa mesma época, Toto Wolff, que comprou 30% da Mercedes-Benz Gran Prix Ltd e assumiu toda a operação da montadora na Fórmula 1, se tornou Diretor Executivo da Mercedes AMG Petronas F1. Além disso, o tricampeão Niki Lauda foi trazido para o conselho e Paddy Lowe, em junho de 2013, foi trazido para ser Diretor Executivo. Isso resultou em um expressivo 2º lugar nos construtores naquela temporada, ficando à frente de escuderias como a Ferrari. Como corridas de destaque, tivemos as vitórias de Rosberg nos GPs de Mônaco e de Silverstone e a vitória de Hamilton no GP da Hungria.

Porém, o ponto desconhecido até então é que a Mercedes já desenvolvia o Chassi do W05, carro que viria a competir em 2014 após a mudança nos regulamentos, desde meados de 2011. Geoff Willis, Diretor Técnico da equipe, foi contratado em 2011 junto de Aldo Costa, Designer-Chefe, que foi um dos principais responsáveis pela era de Ouro de Schumacher na Ferrari. Juntos, os dois tinham a única função de desenvolver um novo carro para a temporada de 2014 assim que as mudanças do regulamento ficassem claras.

Com um Chassi impecável, fruto de muito desenvolvimento aliado ao melhor e mais confiável motor de toda a Fórmula 1, a vantagem era absurda sobre as outras equipes. E assim, na temporada de 2014, a Mercedes conquistou 16 das 19 corridas, Lewis Hamilton foi campeão mundial e a Mercedes foi campeã dos construtores. E assim está sendo até os dias atuais: empilhando troféus atrás de troféus.

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