A enciclopédia dos rebaixamentos do Vasco e todos os seus problemas

Esse é o meu primeiro texto no Fora da Linha e eu nunca imaginei um começo tão triste quanto esse. Pros que moram em uma caverna e não estão situados no mundo futebolístico nos últimos dias: o Vasco foi rebaixado pela quarta vez em sua história. Eu não sei se esse texto vai ser uma crônica, uma resenha esportiva ou algo do tipo…

Eu assisto o Vasco fielmente desde 2008. Minha primeira lembrança desse time vem lá de 2007, com o milésimo gol do Romário, onde a gente nunca sequer tinha sido rebaixado no Campeonato Brasileiro de pontos corridos. A partir disso, o Vasco passou a ser mais que um amigo pra mim. Esse texto parece um texto fúnebre, né? Mas aguarde que vai melhorar.

Romário comemorando seu milésimo gol no final da partida entre Vasco x Sport em 2007.
Foto: Reprodução da Internet

2008: O primeiro rebaixamento

No ano seguinte, o rebaixamento chegava pela primeira vez. O Vasco, na época comandado pelo Renato Gaúcho, que não era esse fenômeno de hoje, e Roberto Dinamite, o menor dos culpados nesse rebaixamento, já que o maior culpado dos quatro desses rebaixamentos tem nome e sobrenome: Eurico Miranda.

Já que estamos apenas no primeiro, eu irei contar apenas os problemas daqui: O Eurico havia marcado uma eleição para o dia 13 de Novembro de 2006 e nessa eleição deu Eurico, porém a oposição (Roberto Dinamite) entrou na justiça alegando fraudes na primeira urna do processo eleitoral – na qual o Eurico havia vencido por 654 votos a 172.

Após um ano e alguns meses de batalhas no âmbito judicial, a chapa do Dinamite conseguiu a anulação do pleito do dia 13 de Novembro e uma nova eleição do Clube, que foi marcada para o dia 21 de Junho de 2008. Nessa segunda eleição deu Dinamite, por 827 votos a 45.

Além desse problema de entraves judiciais, que é presente até hoje no Vasco, o Eurico Miranda, que se tornou ex-presidente do Clube no meio do ano, foi o encarregado de montar o elenco para a temporada 2007-2008 e conseguiu a proeza de montar um time patético com Emiliano Dudar, Odvan, Pinilla e Abubakar, além do clube ter mudado de técnico cinco vezes ao longo da competição.

No Vasco e Vitória, última rodada do Campeonato Brasileiro, a gente precisava da vitória e de uma combinação de resultados para se manter na Série A e nem o triunfo a gente conseguiu. Fracasso total. Ou seja, fomos rebaixados por problemas políticos que obviamente afetam o ambiente de futebol do Clube e por problemas de gestão. Ambas as coisas não são novas no mundo do vascaíno.

Edmundo após rebaixamento.
Foto: Reprodução da Internet

2013: O segundo rebaixamento

Após o título da Copa do Brasil em 2011 e com o vice-campeonato brasileiro nesse ano, muitos achavam que o Vasco já havia se reestruturado. Bem, não foi bem assim. Os problemas de 2013 foram apenas um efeito “bola de neve” dos problemas de 2012, por exemplo: o Paulo Autuori, até então técnico do Vasco, foi um dos primeiros a relatar os problemas financeiros do clube ao pedir demissão, alegando que a diretoria não cumpriu a promessa de regularizar os salários atrasados.

Os salários atrasados e a falta de credibilidade no mercado levaram a perda da base do elenco vice-campeão do Brasil em 2011 e campeão da Copa do Brasil — título que trouxe muitas dívidas, já que essas que vieram devido ao grande esforço do Dinamite em trazer o inédito título para o Vasco.

Vasco campeão da Copa do Brasil 2011.
Foto: Reprodução da Internet

Com a perda dos principais jogadores daquele elenco vencedor, o Vasco precisava ir ao mercado e se reforçar em busca da manutenção da boa fase, mas os reforços não foram de qualidade. Foram na verdade na base da quantidade: O Vasco contratou 23 jogadores para a temporada, todos esses vieram devido às análises pífias dos nossos antigos diretores René Simões e Ricardo Gomes.

Vou citar algumas contratações para não deixar os senhores leitores perdidos: Michel Alves (goleiro); os laterais Elsinho, Nei e Yotún ; os zagueiros Cris, André Ribeiro e Rafael Vaz; os meio-campistas Sandro Silva, Fillipe Soutto, Guiñazu, Pedro Ken, Alisson, Montoya e Francismar; e os atacantes Leonardo, Thiaguinho, Robinho, Edmilson, Reginaldo e Willie. Pra não dizer que a diretoria errou em todas: André Balada, Juninho Pernambucano e Fagner foram contratados no mesmo ano.

Willie, atacante do Vasco.
Foto: Reprodução da Internet

Uma coisa que eu não entendo e gostaria de entender até pra melhorar meus conhecimentos de gestão de futebol: por que os dirigentes de futebol, principalmente no futebol brasileiro, adoram contratar em quantidade e não em qualidade? Tanto custa você analisar mais um pouco e trazer três, quatro reforços bons ao invés de trazer 23 jogadores de qualidade duvidosa… essa é talvez uma das perguntas mais questionadas a dirigentes de futebol por aqui.

O Vasco precisava apenas da vitória contra o Atlético Paranaense — que vinha muito bem no campeonato, tanto que terminou na terceira colocação — na última rodada do Campeonato Brasileiro. Saímos com um Atlético 5×1 Vasco, além de umas da maiores brigas da história do Campeonato Brasileiro, protagonizada pela Força Jovem Vasco — que está até hoje sem ir aos estádios — e pela Os Fanáticos — que continuam nos estádios.

Portanto, o Vasco foi rebaixado por problemas financeiros, de planejamento e de gestão. Todos esses problemas já foram citados aqui várias vezes…

Não posso terminar um artigo sobre o rebaixamento de 2013 do Vasco sem citar a qualidade dos goleiros do Vasco da Gama: Michel Alves, Alessandro e Diogo Silva. O pior trio de goleiros da história do futebol brasileiro.

Alessandro, Michel Alves e Diogo Silva (da esquerda para a direita).
Foto: Reprodução da Internet

2015: Será que é o terceiro e último rebaixamento?

Esse ano foi completamente maluco. Tivemos um começo avassalador de 5 vitórias e 2 empates no mês de Fevereiro, ganhamos o título do Carioca em cima do Botafogo (3×1 no total dos dois jogos), porém o nosso reinício na Série A não foi lá essas coisas: três empates e uma derrota.

Com o pedido de demissão do Doriva (ex-técnico do Vasco), os problemas começaram a ser expostos mais uma vez: Celso Roth foi o escolhido para repor a saída do Doriva e, mesmo com uma estreia vencedora em cima do Flamengo (aquele jogo do gol do Riascos de peixinho), o time fez o pior primeiro turno da história do Campeonato Brasileiro (13 pontos em 19 partidas); as contratações “badaladas” de Ronaldinho “90%” e Leo Moura não se concretizaram.

O time chegava no segundo turno com uma missão: precisava fazer um campeonato de G4 na última parte do Brasileiro para tentar se manter na primeira divisão… e não é que fez? Chegou na última rodada precisando de um tropeço do Figueirense e uma vitória simples contra o Coritiba… e adivinha o que aconteceu? O Vasco não venceu e o Figueirense não perdeu.

O Eurico conseguiu o que queria: ir pra Sibéria, mas pelo menos a atuação do Vasco do Jorginho no segundo turno foi memorável… 28 pontos em 19 jogos disputados.

Não posso terminar um resumo do ano de 2015 do Vasco em citar as TRINTA E UMA contratações do Vasco no ano, todas assinadas pelo diretor de futebol José Luis Moreira, o Zé do Taxi: os zagueiros Aislan e João Carlos; os laterais Christiano, Madson, Jean Patrick, Julio César, Bruno Ferreira e Erick Daltro; os meias Serginho, Diguinho, Lucas, Jackson Caucaia, Victor Bolt, Felipe Seymour, Julio dos Santos, Nenê, Emanuel Biancucchi, Marcinho, Matheus Índio, Mosquito, Daniel Rozen e Bruno Gallo; os atacantes Jorge Henrique, Riascos, Gilberto, Dagoberto, Herrera, Romarinho, Erick Luis e, finalmente, Leandrão.

Emanuel Biancucchi, o primo do Messi, na apresentação do Vasco da Gama.
Foto: Reprodução da Internet

O Vasco foi rebaixado pelos mesmos erros de sempre: de planejamento do Eurico e do José Luis Moreira, que incluem contratações que foram citadas acima, dívidas, demissões de técnicos (Doriva, Celso Roth e Jorginho foram os técnicos do Vasco); brigas políticas que sempre aparecem no clube e afetam o ambiente futebolístico e de arbitragem — foram 14 pontos perdidos por erros de arbitragem —, sendo o pênalti não marcado contra o Coxa o erro mais lembrado.

A Era Campello

Vamos começar do início: Eleições do Vasco no dia 8 de Novembro de 2017, Eurico e a chapa do Brant — que incluía Alexandre Campello — disputaram nas urnas a nomeação do “novo” presidente, e nesse pleito deu Eurico. Como vocês já estão cientes, já até citei aqui na eleição Eurico x Dinamite, o processo eleitoral do Vasco nunca é puro — a Justiça sempre intervêm — e pra não ser diferente, a Justiça interviu outra vez: O pleito do dia 8 foi cancelado judicialmente por fraudes, na famosa urna 7, que teve 428 votos para o Eurico e 42 para o Brant- ou seja, mais uma vez, a chapa do Eurico Miranda fraudava as eleições.

Foto: Reprodução da Internet

Com isso, as eleições foram remarcadas de forma indireta para Janeiro de 2018, e antes de contar o que aconteceu nessa eleição, eu irei explicar rapidamente o processo de eleição indireta do Vasco. A chapa vencedora — que passara a ser a de Brant e Campello após a vitória judicial — elege 120 conselheiros, e a chapa derrotada — a do Eurico — elege 30 conselheiros.

Esses 150 conselheiros se integram aos 150 beneméritos do Clube — de sua maioria Euriquista. Sendo assim, as eleições passaram a ser decididas por essas 300 pessoas e, com o Brant e Campello tendo 120 desses 300 votos, a chapa deles era franca-favorita na eleição indireta.

Porém, o Vasco mal esperava a última cartada do Dr. Eurico Miranda: ele retirou a sua candidatura e elegeu o Campello para o seu lugar na chapa, ou seja, uma eleição que era Eurico contra Brant e Campello passava a ser Eurico — que mesmo “fora” do Vasco, tinha muito poder entre o Conselho Deliberativo, além dos 30 indicados por ele — e Campello contra Brant.

Campello, que era “Fora Eurico”, passava a ser pró-Eurico de um dia pro outro simplesmente por poder. E nessa união, surgiu a chapa Campello e Eurico que, por 154 votos a 88, foi vencedora.

Campello e conselheiros comemorando a eleição.
Foto: Reprodução da Internet

O Campello jura até hoje de pé junto que isso não foi um golpe e sim um desentendimento entre a chapa do Brant e ele, onde ele exigiu alguns cargos e o Brant não cedeu, mas nós sabemos que é muito mais que isso. É a manutenção do poder na mão do Eurico Miranda que, indiretamente, foi eleito nessa eleição e por outra via um maior poder na mão do Campello, que seria apenas vice na chapa do Júlio Brant e passou a ser o comandante máximo da barca Vasco da Gama. E foi assim que começamos mais um mandato de Eurico/Campello no Vasco.

2020: Rumo ao Tetra?

Agora que expliquei como o Campello foi eleito, podemos ir para a temporada 2020 — a última do Campello como presidente do Vasco da Gama. Eu sinceramente achei que esse seria o ano em que aparentemente o Vasco tinha aprendido com os seus erros, já que, logo no início do ano, nós trouxemos o Abel Braga — técnico que tinha entregado bons resultados nos últimos anos e que prometia usar a base o máximo possível.

Além disso, contratamos o Germán Cano – talvez a melhor contratação do Vasco nos últimos 6 anos, o habilidoso Martín Benítez, que veio logo após a era Abelão no Vasco… a nossa esperança de brigar por algo grande estava acesa. Será que é finalmente o ano que o Vasco vai brigar nas cabeças?

Germán Cano e Benítez.
Foto: Reprodução da Internet

Mas a empolgação acabou logo. O Vasco de Abel Braga era fraco ofensivamente, marcando apenas 8 vezes em 14 jogos; era mediano defensivamente, tomando 11 gols em 14 jogos; tinha pouco talento; e vencia pouco, apenas 4 vitórias e 5 empates em 14 jogos. Após Abel, veio talvez o maior delírio coletivo do ano: o Ramonismo.

No Ramonismo, o time era completamente diferente do que na era do Clube do Vinho. O time entregava resultados, jogava pra frente e criava jogadas. Em um momento em que Fellipe Bastos era o segundo maior artilheiro do Vasco, em que o Vasco era líder… quem não iria se empolgar? Porém, tudo tem um fim… em números, o Ramonismo não foi tão ruim assim: 56% de aproveitamento – 8 vitórias, 3 empates e 5 derrotas. Antes do Ramon, o aproveitamento do Vasco era de 40%, por exemplo.

A questão aqui, na minha opinião, foi a pressão da mídia. Colocaram o Ramon como “A promessa de técnico do Brasil”, um técnico nos “moldes do Marcelo Gallardo” e a gente sabe muito bem que não é bem assim… acho que a diretoria foi levada pela emoção na decisão de demitir o Ramon, o que só mostra mais uma vez o amadorismo da diretoria do Vasco.

Ramon Menezes.
Foto: Reprodução da Internet

Antes de irmos para a era do Sá Pinto e do “pofexô”, o Vasco mais uma vez cometeu aquele velho erro: preferiu contratar em quantidade e não em qualidade. Na janela de inverno sul-americano, o Vasco foi para a gringa e trouxe, com o aval do José Luis Moreira, um pacotão de reforços: Jádson do Portimonense, Neto Borges do Genk, Léo Gil do Al Ittihad, Carlinhos do Standard Liège, Gustavo Torres do Atlético Nacional, Léo Matos do PAOK, Guilherme Parede do Talleres e o Toko Felipe – a contratação mais bizarra do século, já que eu, por exemplo, não sei a cara desse indivíduo até hoje.

Agora, podemos ir para a Era Sá Pinto. Primeiramente, até hoje eu não entendi o motivo da contratação do Sá Pinto. O Vasco nunca foi time de contratar técnico do exterior e um estrangeiro não teria tanto tempo para se acostumar com o calendário e adotar o estilo dele por aqui, ainda mais no meio de um Campeonato Brasileiro completamente maluco por causa da pandemia. Isso expõe mais uma vez os erros de tomada de decisão da diretoria do Vasco, algo nada novo nesse texto.

No Pintonismo, o time teve altos e baixos, como no Ramonismo. A estreia do Sá Pinto, naquele Vasco e Corinthians, foi interessante, já que teve aquele gol bizarro do Everaldo. O time se mostrava bem postado defensivamente e criava algumas chances pros atacantes que, mesmo sendo poucas, são muito importantes já que o Cano é o jogador mais importante do Vasco em anos — fez 23 dos 50 gols do Vasco na temporada até a tarde do dia 25/02/2021.

Sá Pinto no comando do time vascaíno.
Foto: Reprodução da Internet

Porém, essa ilusão do Pintonismo só durou um jogo, mesmo. O Vasco não tinha transição ofensiva e, com o desespero do Sá Pinto em buscar resultados, o Vasco abria sua defesa cada vez mais. Foram 19 gols sofridos em 15 jogos, incluindo três goleadas contra Grêmio, Ceará e Athlético Paranaense; marcando apenas 10 vezes, tendo médias de 0.66 gols por jogo; venceu apenas 3 partidas, empatou 6 e perdeu outras 6.

Sá Pinto foi o quarto pior técnico do Vasco em aproveitamento na década de 2010, com apenas 33,3% de aproveitamento em 15 jogos, perdendo apenas para Vanderlei Luxemburgo, que ainda vai ser citado nessa matéria (30,3% de aproveitamento em 11 jogos), Marcelo Oliveira, em 2012 (26,6% em 10 jogos), e o já citado nessa matéria, Celso Roth em 2010 (26,6% de aproveitamento em 5 jogos).

Além de todos esses fatores de campo, o Vasco enfrenta mais uma vez os fatores extracampo e mais uma vez envolve as eleições do Vasco. O pleito estava marcado de forma híbrida (presencial e online) para o dia 13 de Novembro de 2020, mas como em todas as outras vezes citadas em que o Vasco estava em processo eleitoral, a Justiça, no dia 6 de Novembro, cancela o pleito do dia 13 e marca as eleições para o dia 7, um dia após a ação judicial levantada pelo candidato Leven Siano, de forma presencial.

Nessa eleição presencial, marcada no dia 7 de Novembro, deu Leven Siano, mas foi uma verdadeira várzea: rolou porrada fora do pleito, candidato apagando a luz do ginásio onde acontecia as eleições, xingamento entre candidatos, aglomeração no meio de uma pandemia… tudo que você pode imaginar.

Após essa zona marcada pro dia 7 de Novembro, o presidente da Assembleia Geral do Vasco, Faues Cherene Jassus – conhecido como Mussaentrou com um recurso na Justiça tentando cancelar o pleito do dia 7 de Novembro e ele conseguiu.

A zona do dia 7 de Novembro havia sido cancelada e foi marcada novas eleições, da mesma maneira que havia sido marcada antes do cancelamento feito pelo Leven Siano: no dia 14 de Novembro e de forma híbrida (presencial e online).

Leven Siano decidiu não participar do pleito legítimo (o do dia 14) e, em uma eleição em que apenas Jorge Salgado e Júlio Brant disputaram o cargo, deu Salgado. Após outra batalha no âmbito judicial, Salgado finalmente conseguiu ser eleito como novo presidente do Vasco da Gama. Obviamente, toda essa briga política e judiciária afeta mais uma vez o futebol do time cruzmaltino.

Com toda essa briga no âmbito político/judiciário, o Vasco ainda assim precisava decidir qual seria o mais novo técnico do Clube e, em uma decisão tomada pelo Salgado (futuro presidente do Vasco) e pelo Campello (que ainda era o presidente do Clube), Luxemburgo foi escolhido como novo técnico do Clube.

Em uma negociação revolucionária, em que o Luxa não vai receber por trabalhar, apenas se o time se mantivesse na primeira divisão, o “pofexô” chegava ao clube como a última esperança da torcida cruzmaltina.

Luxemburgo em uma de suas entrevistas coletivas no Vasco.
Foto: Reprodução da Internet

Com Luxemburgo, o time espelhou os mesmos problemas da época do Sá Pinto. O time não consegue criar jogadas para o artilheiro Germán Cano, não tem uma defesa consistente e muito menos entrega resultados: em 11 jogos com o Luxemburgo no comando, foram apenas 2 vitórias, 4 empates e 5 derrotas, ou seja, um aproveitamento de 30,3%.

É verdade que esse aproveitamento pode aumentar, já que ainda temos o jogo contra o Goiás (que ainda não aconteceu no momento em que escrevo essa matéria), mas mesmo assim são números pífios. É o terceiro pior aproveitamento entre os técnicos de toda a década.

O Vasco nessa temporada foi tão pífio que é um dos únicos times da história do Campeonato Brasileiro que não conseguiu virar um jogo no qual o clube saía perdendo. É simplesmente patético. Um time completamente morto em campo, em que os jogadores não jogam pela camisa, já que eles vão estar bem longe daqui na próxima temporada.

Eu sou completamente contra a cultura de cobrar raça dos jogadores, mas esse ano realmente foi um dos milhares de fatores que faltaram pro Vasco.

Sendo assim, o Vasco foi virtualmente rebaixado pela quarta vez – virtualmente pois ainda há uma minúscula chance de ficarmos, basta golear o Goiás por pelo menos 11 gols de diferença e torcer pro Fortaleza perder pro Fluminense. Tem ainda o lance do VAR no jogo contra o Inter, mas eu sinceramente acho que mesmo sendo o absurdo que foi, esse jogo não vai ser anulado. A CBF não vai anular pois abriria muito espaço para outras anulações, mesmo esse lance do Vasco x Inter sendo o mais polêmico do ano.

O Vasco foi rebaixado pela quarta vez e pelos mesmos erros: de gestão e planejamento do Eurico/Campello/Zé do Táxi – que incluem as contratações na janela de inverno, troca de técnicos, salários atrasados; problemas mais uma vez ligados a política do Vasco e que afetam mais uma vez o bem-estar do futebol do Clube e mais uma vez os erros de arbitragem, que mesmo com o VAR foram muitos nesse ano.

Conclusão

Pois bem, chegamos no final dessa enciclopédia dos rebaixamentos. Eu provavelmente devo ter esquecido de alguma coisa nessa matéria, mas foi bem longa e bem complicada de fazer… além de ser a minha primeira. Espero que vocês tenham gostado.

Pra esse final, decidi recapitular apenas os erros que foram citados várias vezes nesse texto, e vamos a eles: em alguns desses rebaixamentos, nós vimos a presença de erros de arbitragem, que obviamente podem mudar o destino de um clube na Série A, mas são os menores dos problemas.

Os maiores fatores desses rebaixamentos e que estão presentes em todos eles são os problemas de gestão, planejamento e dívidas — todos esses presentes no Vasco há muito tempo e protagonizados na maioria das vezes pelas mesmas pessoas: Eurico Miranda e José Luis Moreira.

Eurico Miranda e José Luis Moreira.
Foto: Reprodução da Internet

Temos esperança nessa nova gestão do clube, que infelizmente vai começar na Série B. Queremos o afastamento do diretor José Luis Moreira o mais rápido possível e, o mais importante, transparência nas contas do Clube.

A torcida que tanto ama esse Clube – que já ajudou o time na construção de CT, de São Januário e em momentos onde apenas a torcida queria o bem da Instituição Vasco da Gamaquer virar a página. Queremos austeridade financeira. Queremos ficar livre de dívidas de curto-prazo e ter liberdade para contratar, pagar os salários dos funcionários e atletas do clube. Queremos mudanças drásticas de gestão. Queremos uma instituição Vasco da Gama forte para o futuro.

Saudações Vascaínas

Foto: Reprodução da Internet

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