Guia da Libertadores 2021: Tudo sobre os 32 participantes desta edição

Feito por Heitor Santos, Marcos Cruz e Eduardo Marangoni

A Copa Conmebol Libertadores está de volta! Nesta terça (20), às 19h15 (Horário de Brasília), a bola começa a rolar pela fase de grupos da edição de 2021. Com isso, o Fora da Linha trouxe um guia bem completo, contando os dados, as histórias e como vêm as 32 equipes classificadas para mais uma Libertadores.

Assim, caso queira se informar sobre os adversários do seu time do coração ou sobre participantes mais desconhecidos pelo público geral, esse texto será bem útil a você. Boa leitura!


Definição dos grupos

Um sorteio realizado no último dia 9 decidiu os oito grupos do torneio. Portanto, para localizar onde cada time está dentro do texto a seguir, confira a tabela a seguir.

Lembrando que Independiente Del Valle, Santos, Junior Barranquilla e Atlético Nacional foram os últimos times classificados. Os clubes garantiram suas classificações de 13 a 15 de abril, quando foram disputados os jogos de volta da terceira fase da pré-Libertadores.


Grupo A

Palmeiras

Participações: 21

Cidade: São Paulo, Brasil

Estádio: Allianz Parque (43.713 de capacidade)

Técnico: Abel Ferreira

Principais jogadores: Gustavo Gómez, Weverton, Raphael Veiga, Rony e Matías Viña.

Foto: Globo Esporte

A Sociedade Esportiva Palmeiras é uma equipe brasileira poliesportiva fundada em 1914, em São Paulo, por imigrantes italianos. Originalmente, a equipe paulista era chamada de Palestra Itália, mas devido à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a instituição mudou suas cores do azul para o verde e passou a se chamar Palmeiras.

Dentro de sua história centenária, o Palmeiras ficou marcado por eras. Entre 1961 e 1970, nascia a “Primeira Academia”, que foi sucedida entre 1971 e 1976 com a “Segunda Academia” — apelido dado por conta da qualidade do futebol apresentado. Nos anos 90, o Palmeiras volta ao topo do futebol brasileiro na chamada “Era Parmalat” e, desde 2015, a equipe alviverde vive a “Era Crefisa”.

Em território nacional, destaca-se pelo número de conquistas — sendo o maior campeão nacional. São 15 títulos ao todo, somando campeonatos e copas nacionais. Nas Américas, o Palmeiras chegou a cinco finais e conquistou dois títulos da Copa Libertadores (1999 e 2020).

Além de sua experiência na competição (21 participações), o clube chega como o atual campeão e vem embalado em busca do bicampeonato. A equipe treinada pelo português Abel Ferreira possui um dos melhores elencos e uma das melhores infraestruturas de todo o continente, e é certamente um dos “times a serem batidos” no torneio.

Defensa y Justicia

Participações: 2

Cidade: Florencio Varela, Argentina

Estádio: Estádio Norberto “Tito” Tomaghello (20.000 de capacidade)

Técnico: Sebastián Beccacece

Principais jogadores: Braian Romero, Enzo Fernández, Ezequiel Unsain, Adonis Frías e Francisco Pizzini.

Foto: TyC Sports

O Club Social y Desportivo Defensa y Justicia é um clube argentino fundado em 1935, na província argentina de Florencio Varela. Apesar de iniciar suas atividades no começo do século passado, foi apenas em 1977 que o Defensa y Justicia pôde ingressar numa divisão profissional, na Primera D Metropolitana.

Nacionalmente, a equipe possui pouca tradição e tem como sua maior conquista o Clausura (segundo turno) da Primera B Metropolitana — competição equivalente a Série C do Campeonato Brasileiro — que venceu em duas ocasiões (1996 e 1997).

No entanto, em sua primeira competição internacional, fez história ao eliminar o São Paulo na Copa Sul-Americana de 2017, empatando em casa por 0x0 e por 1×1 em pleno Morumbi. Em 2020, conquistou o título mais importante de sua história, a Copa Sul-Americana, derrotando o tradicional Lanús — também da Argentina.

Sua última façanha ocorreu na Recopa Sul-Americana. O triunfo veio contra o Palmeiras (2×2 no placar agregado) nas penalidades máximas em Brasília, numa partida bem conturbada dentro e fora de campo. Chega a sua segunda participação na Libertadores com um time mais organizado e experiente — mesmo com a saída do ex-treinador Crespo para o São Paulo — e pode dificultar a vida do Palmeiras no Grupo A.

Universitario

Participações: 32

Cidade: Lima, Peru

Estádio: Estádio Monumental de Lima (80.093 de capacidade)

Técnico: Ángel Comizzo

Principais jogadores: Alberto Quintero, Aldo Corzo, José Carvallo, Anthony Osorio e Hernán Novick.

Foto: RPP

O Club Universitario de Deportes é um time de futebol peruano fundado em 1924, em Lima. Tradicionalíssimo, conquistou 26 títulos nacionais, atua no gigantesco Estádio Monumental de Lima e detém o maior número de torcedores em seu país.

Viveu seu auge no final dos anos 60 e no começo dos anos 70. Além dos títulos peruanos, o Universitario fez história ao chegar à final da Copa Libertadores contra o Independiente em 1972. O título não veio, mas essa campanha segue como a melhor participação de uma equipe peruana na história da competição — ao lado do Sporting Cristal, finalista em 1997.

Entretanto, a La U está longe dos seus dias de glória. A equipe que coleciona 32 participações na Libertadores nunca mais chegou sequer às quartas de final desde o ano de seu vice-campeonato. Além disso, o Universitario não vence o Campeonato Peruano desde 2013. Sem dúvidas, é o azarão do Grupo A da Libertadores.

Independiente Del Valle

Participações: 7

Cidade: Sangolquí, Equador

Estádio: Estádio Rumiñahui (10.233 de capacidade)

Técnico: Renato Paiva

Principais jogadores: Lorenzo Faravella, Jacob Murillo, Christian Ortíz, Luis Segovia e Richard Schunke.

Foto: El Telégrafo

O Club de Alto Rendimiento Especializado Independiente del Valle é um clube equatoriano fundado por um grupo de amigos, em 1958, na cidade de Sangolquí, localizada na região metropolitana de Quito.

A equipe era anteriormente conhecida como Club Social y Deportivo Independiente José Terán, em homenagem a José Terán, o primeiro presidente da história do clube que também chegou a ser jogador e capitão. O nome foi oficializado em 1977, dois anos após o falecimento de Terán, mas que mesmo assim era chamado de ‘Del Valle’ pelos torcedores.

O Del Valle só foi estrear na elite de seu país em 2010, após ganhar a terceira divisão em 2007 e a segunda, em 2009, sendo esses os únicos títulos nacionais de sua história. No entanto, tem feito grandes campanhas no campeonato nacional, o que lhe garantiu participações em todas as edições da Libertadores de 2014 a 2021, exceto por 2019.

Tem grandes campanhas em torneios internacionais, como o vice-campeonato da Libertadores em 2016 e o título da Sul-Americana em 2019. Nos últimos anos, os trabalhos bem feitos por lá tem chamado a atenção de times maiores, o que justifica a ida do espanhol Miguel Ángel Ramírez, ex-comandante do Del Valle, ao Internacional neste ano.

Os equatorianos, já sob o comando do português Renato Paiva, aprontaram mais uma vez ao eliminar o Grêmio na terceira fase da pré-Libertadores e assegurar a vaga na fase de grupos. Com isso, eles prometem brigar com o Defensa y Justicia pela segunda vaga do grupo A para a fase mata-mata.


Grupo B

Olimpia

Participações: 42

Cidade: Assunção, Paraguai

Estádio: Manuel Ferreira (25.820 de capacidade)

Técnico: Néstor Gorosito

Principais jogadores: Roque Santa Cruz, Derlís González, Diego Polenta, Diego Torres e Alejandro Silva.

Foto: 90MIN

Tradicional clube paraguaio, o Club Olimpia foi fundado em 1902 por William Paats, holandês radicado no Paraguai. O time alvinegro é atualmente o maior vencedor do Paraguai, com 45 títulos nacionais e três Libertadores da América.

O primeiro título nacional do Olimpia foi em 1912, na sexta edição do torneio. O Rey de Copas levantou mais outros dois canecos na década. Já a primeira aparição do Olimpia no torneio continental foi em 1960, na primeira edição da Libertadores, que na época ainda era chamada de Copa dos Campeões da América. Nessa edição, o Olimpia foi vice-campeão, perdendo a final para o Peñarol.

O primeiro título continental dos paraguaios aconteceu em 1979, quando bateu o Boca Juniors na final e levantou o caneco em plena La Bombonera. Em anos recentes, o Olimpia não vem fazendo campanhas muito convincentes, com repetidas eliminações precoces na fase preliminar ou na fase de grupos. Sua última grande campanha foi em 2013, quando perdeu a final para o Atlético Mineiro nos pênaltis.

O Olimpia sempre traz um grande desafio a seus adversários de grupo devido a sua tradição. O principal jogador da equipe é o incansável atacante Roque Santa Cruz (Sim, ele mesmo) de 39 anos. Assim, os paraguaios entram com certo favoritismo para se classificar ao mata-mata.

Internacional

Participações: 14

Cidade: Porto Alegre, Brasil

Estádio: Beira-Rio (50.128 de capacidade)

Técnico: Miguel Ángel Ramírez

Principais jogadores: Patrick, Edenilson, Thiago Galhardo, Paolo Guerrero e Renzo Saravia.

Foto: Raul Pereira

O Sport Club Internacional é um clube fundado em 1909 em Porto Alegre por comerciantes e migrantes de São Paulo. A criação do Inter se deu pela necessidade de um time democrático que aceitasse sócios e jogadores de diversas origens e etnias, e com o tempo, foi um dos primeiros times a incluir jogadores negros em seu elenco. Desde o início da sua história, o Colorado é conhecido como o Clube do Povo, o time mais ligado às massas populares.

O primeiro auge da história colorada ocorreu nos anos 40, quando o time gaúcho acumulou títulos durante toda sua época, ficando conhecido como o Rolo Compressor. O Segundo auge foi na década de 70, quando o time liderado por Falcão venceu 3 vezes o campeonato nacional (75, 76 e 79).

A estreia do time na Libertadores aconteceu em 1976, quando o Inter foi eliminado na fase de grupos pelo Cruzeiro, campeão da Libertadores do ano. Já seu primeiro título veio em 2006, com a liderança de Fernandão, Iarley e Tinga, enquanto o segundo veio em 2010, liderados pelo argentino Andrés D’Alessandro.

Suas últimas 5 participações da Libertadores foram marcadas por idas ao mata-mata, caindo uma vez nas semifinais, uma nas quartas e três nas oitavas. Na temporada passada, o Inter foi vice-campeão brasileiro de forma dramática e dolorosa para o torcedor. Agora, com Miguel Ángel Ramírez como técnico, o Clube do Povo vem com forte favoritismo para a fase de grupos e pode ser uma grande surpresa no mata-mata.

Deportivo Táchira

Participações: 23

Cidade: Sán Cristóbal, Venezuela

Estádio: Pueblo Nuevo de Sán Cristóbal (42.000 de capacidade)

Técnico: Juan Domingo Tolisano

Principais jogadores: Edgar Pérez Greco, Esli García, Lucas Gómez, Lucas Trejo e Francisco Flores.

Foto: Dosis Futbolera

O Deportivo Táchira Fútbol Club é um clube venezuelano fundado em 1974 por Gaetano Greco, imigrante italiano. O time Aurinegro teve uma ascensão rápida, ganhando seu primeiro título nacional com apenas 5 anos de existência, em 1979. É o segundo maior vencedor do campeonato nacional e possui a principal torcida do país.

O auge da equipe ocorreu bem no inicio de sua história, ganhando 4 títulos entre 1979 e 1986. Hoje em dia, o clube tem 8 troféus do torneio. Já a melhor campanha dos Aurinegros no torneio continental foi em 2004, quando alcançou as quartas de final, sendo eliminado pelo São Paulo. Desde então, sua melhor campanha foi em 2016, quando conseguiu uma vaga nas oitavas, caindo para o Pumas UNAM, do México.

O time chega sem nenhum favoritismo para o torneio, podendo assim passar despercebido por alguns adversários. O grande craque da equipe é o experiente centroavante Edgar Pérez Greco, de 39 anos, segundo maior artilheiro da história do clube e neto do fundador.

Always Ready

Participações: 2

Cidade: El Alto, Bolívia

Estádio: Municipal de El Alto (25.000 de capacidade)

Técnico: Omar Asad

Principais jogadores: Javier Sanguinetti, Juan Carlos Arce, Samuel Galindo, Hárold Cummings e Vander.

Foto: La Arenga del Abuelo

O Club Always Ready é um time boliviano fundado em 1933 por estudantes em La Paz. Sua primeira aparição na elite do futebol da Bolívia ocorreu em sua primeira década de fundação, fazendo campanhas de meio de tabela durante esse período. 

A era de ouro dos Albirrojos aconteceu no início da profissionalização do futebol do país, na década de 50, quando o clube levantou dois canecos do campeonato nacional, em 1951 e 1957. Essa é a segunda aparição do Always Ready no torneio continental, sendo a primeira em 1968, quando os bolivianos foram eliminados logo na primeira fase, que tinha Jorge Wilstermann, Alianza Lima e Universitario.

A partir dos anos 70, o Always Ready ficou longe dos holofotes do futebol boliviano. Com comuns descensos e crises econômicas no clube, os bicampeões bolivianos chegaram a ficar mais de duas décadas longe da primeira divisão. O time voltou aos palcos principais devido ao investimento de Fernando Costa Sarmiento, dono de uma faculdade privada e torcedor dos Albirrojos.

Em 2015, Fernando começou a botar seu próprio dinheiro no clube, fazendo-a a equipe mais competitiva na região de La Paz e voltando a brigar pelo acesso à segundona da Bolívia. Em 2018, o clube voltou à primeira divisão pela primeira vez em 27 anos e também começou a mandar seus jogos em um estádio novo, em El Alto. Em 2020, o clube se sagrou campeão boliviano, quebrando um jejum de 63 anos e se classificando para a Libertadores pela segunda vez na história do clube.

Embora o presidente do Always Ready tenha dito recentemente que almeja chegar à final da Libertadores, esse objetivo não parece estar muito próximo de se concretizar. Embora venha em uma ascensão impressionante, o time não apresenta muita proeza técnica e nem muita resistência em jogos fora de El Alto. Mesmo assim, o time conta com um aliado de 4.000 metros de altitude: o seu estádio municipal.

Espera-se que os Albirrojos sejam mandantes chatos, mas não mostram muito potencial para passar da fase de grupos do torneio.


Grupo C

Boca Juniors

Participações: 30

Cidade: Buenos Aires, Argentina

Estádio: La Bombonera (49.000 de capacidade)

Técnico: Miguel Ángel Russo

Principais jogadores: Carlos Tévez, Cristian Pavón, Esteban Andrada, Eduardo Salvio e Sebastián Villa.

Foto: TyC Sports

O Club Atlético Boca Juniors, fundado em 1905, é uma das maiores potências do futebol sul-americano. Residente do bairro de “La Boca”, a equipe argentina tem uma história imensa em todos os cenários (nacional, continental e mundial).

Seus títulos falam por si só: são seis Copas Libertadores (1977-78, 2000-01, 2003 e 2007), duas Copas Sul-Americanas (2004 e 2005), quatro Recopas Sul-Americanas (1990, 2005-06 e 2008), três Mundiais (1977, 2000 e 2003) e absurdos 48 títulos nacionais (somando ligas e copas).

Não bastasse isso, o Boca Juniors é dono de um retrospecto nem um pouco agradável para os brasileiros. Em 21 mata-matas contra times brasileiros em Libertadores, o Boca Juniors venceu 17. Os únicos brasileiros que superaram os xeneizes foram: Fluminense (semifinais de 2008), Corinthians (finais de 2012) e Santos (finais de 1963 e semifinais de 2020).

Nos últimos anos, o Boca têm sido presença garantida nas fases finais da competição. Em suas últimas quatro participações, a equipe chegou em uma final (contra o arquirrival River Plate, em 2018) e três semifinais. Podemos esperar mais um ano competitivo para o eterno time de Diego Maradona.

Barcelona de Guayaquil

Participações: 27

Cidade: Guayaquil, Equador

Estádio: Estádio Monumental Isidro Romero Carbo (57.267 de capacidade)

Técnico: Fabián Bustos

Principais jogadores: Damián Díaz, Carlos Garcés, Emmanuel Martínez, Matías Oyola e Fernando León.

Foto: Barcelona Sporting Club

O Barcelona Sporting Club, ou Barcelona de Guayaquil, é uma equipe equatoriana de futebol, fundada em 1925. Seu nome e distintivo não são por mero acaso. Os fundadores eram fãs do Barcelona catalão e escolheram o nome em homenagem ao time do coração.

Dentro do Equador, é a equipe mais popular (43% de preferência, segundo pesquisas por e-mail) e que mais disputou a Serie A — a elite do futebol equatoriano. Conquistou por 15 vezes o campeonato nacional e tem história na Copa Libertadores da América.

Em 1990 e 1997, o Barcelona foi finalista, mas amargou derrotas para Olimpia e Vasco da Gama, respectivamente. Recentemente, em 2017, surpreendeu ao eliminar Palmeiras (nas oitavas) e Santos (nas quartas), ambos os jogos decididos em solo brasileiro.

No entanto, a heroica campanha de 2017 do Barcelona foi interrompida por outro brasileiro. Nas semifinais, o Grêmio superou os toureiros e avançou para a final — que viria a ganhar contra o Lanús. É uma das forças do equilibrado Grupo C.

The Strongest

Participações: 27

Cidade: La Paz, Bolívia

Estádio: Estádio Hernando Siles (42.000 de capacidade)

Técnico: Mauricio Soria

Principais jogadores: Jair Reinoso, Willie, Ramiro Vaca, Daniel Vaca e Diego Wayar.

Foto: Erbol

O Club The Strongest é uma equipe de futebol boliviana, fundada em 1908. É, sem sombra de dúvidas, uma das maiores forças da Bolívia, sendo o único time a permanecer continuamente na divisão superior por mais de um século.

Também é o maior campeão nacional, detentor de 13 títulos bolivianos e de 27 participações na Copa Libertadores da América. Entretanto, nunca passou das oitavas de final da competição. Na Copa Sul-Americana, chegou às quartas em 2003, mas foi eliminado pelo São Paulo.

Contudo, não é um adversário tão simples assim. Por jogar em La Paz, o time boliviano se apoia na força da altitude de 3.660 metros acima do nível do mar. Esse aspecto geográfico costuma dificultar a adaptação de seus adversários e pode ser um obstáculo para as equipes de seu grupo.

Santos

Participações: 16

Cidade: Santos, Brasil

Estádio: Vila Belmiro (20.120 de capacidade)

Técnico: Ariel Holan

Principais jogadores: Marinho, Soteldo, Kaio Jorge, Alison e Luan Peres.

Foto: Torcedores

O Santos Futebol Clube é um clube poliesportivo brasileiro, fundado em 1910 na cidade de Santos, no litoral paulista. Em sua história centenária, alcançou status globais pelos ‘Meninos da Vila’, apelido dado as suas grandes revelações.

Dentre nomes como Neymar, Coutinho, Gabigol, Pepe, Diego e muitos outros, destaca-se um jogador: Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. Considerado o Atleta do Século XX, Pelé jogou na Vila Belmiro entre 1956 e 1974, protagonizando inúmeras conquistas e recordes da equipe praiana.

É uma equipe riquíssima em títulos. Foram dois Mundiais (1962 e 1963), três Libertadores (1962, 1963 e 2011), uma Copa Conmebol (1998) e 9 conquistas nacionais (8 brasileiros e uma Copa do Brasil). Também é a equipe com mais gols na história do futebol, com 12.700 — sendo estes números de 2020.

Chega para a edição de 2021 com muita expectativa, afinal, é o atual vice-campeão da América. Porém, teve que superar Deportivo Lara (3×2) e San Lorenzo (5×3) na Pré-Libertadores e terá vida dura no Grupo C, onde reencontrará o Boca Juniors – que certamente planeja vingar a eliminação passada.


Grupo D

River Plate

Participações: 38

Cidade: Buenos Aires, Argentina

Estádio: Monumental de Nuñez (70.074 de capacidade)

Técnico: Marcelo Gallardo

Principais jogadores: Franco Armani, Rafael Santos Borré, Nicolás De La Cruz, Gonzalo Montiel e Julián Alvarez.

Foto: Goal.com

O Club Atlético River Plate foi fundado em 1901 no bairro de La Boca, em Buenos Aires. A fundação do clube foi resultado da fusão de dois clubes do bairro: La Rosales e Santa Rosa. O time não foi o maior vencedor em sua era amadora, conquistando apenas um troféu nesse período (1921). Já na era profissional, a história é completamente diferente, pois é o maior campeão argentino, com 35 taças conquistadas.

Na Libertadores, sua primeira aparição foi em 1966. Nessa edição, o River Plate foi vice-campeão, perdendo a final para o Peñarol. Atualmente, o River Plate possui 4 Libertadores, sendo o terceiro maior vencedor continental da Argentina. Os Millonarios vêm com bom retrospecto recente no torneio, chegando em 3 finais e vencendo 2 títulos nos últimos 6 anos.

O time comandado por Marcelo Gallardo sempre entra na competição com bastante favoritismo. Após uma eliminação sofrida para os campeões na semifinal, o time vai vir com sede para levantar o caneco mais uma vez. Apesar da indefinição com o atleta, a equipe ainda conta com o centroavante Rafael Santos Borré, centroavante que marcou 7 gols em 11 jogos na última edição da Libertadores.

Independiente Santa Fe

Participações: 13

Cidade: Bogotá, Colômbia

Estádio: El Campín (36.343 de capacidade)

Técnico: Harold Rivera

Principais jogadores: Kelvin Osorio, Sherman Cárdenas, Andrés Rentería, Jeisson Palacios e Jhon Jairo Velásquez.

Foto: AS Colombia

O tradicional Club Independiente Santa Fe foi fundado por estudantes de Bogotá em 1941, sendo um dos 3 times que participaram de todas as edições do Campeonato Colombiano. Seu sucesso começou cedo na história, ganhando o primeiro título do campeonato profissional e se tornando conhecido no país como El Primer Campeón. Hoje em dia, o time possui 9 títulos nacionais.

A primeira participação do Santa Fe na Libertadores foi em 1961, quando El Expreso Rojo foi eliminado pelo Palmeiras na semifinal do torneio. Essa campanha só foi superada em sua história em 2013, quando caiu para o Olimpia nas semifinais do torneio.

Nas suas últimas 3 participações no torneio, o time colombiano ficou em terceiro lugar no grupo, coincidentemente. A vida do Santa Fe será dificílima nessa Libertadores, pois terão que encarar o River logo de cara e também passar de times como Fluminense e Junior.

Fluminense

Participações: 8

Cidade: Rio de Janeiro, Brasil

Estádio: Maracanã (78.838 de capacidade)

Técnico: Roger Machado

Principais jogadores: Nenê, Fred, Martinelli, Luccas Claro e Marcos Felipe.

Foto: Gazeta Esportiva

Um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, o Fluminense Football Club foi fundado em 1902 no Bairro das Laranjeiras, na Zona Sul. O Flu começou como um clube voltado para as elites que surgiam na época, e seus primeiros títulos cariocas vieram logo no inicio de sua história, ganhando oito entre 1906 e 1919. O time das laranjeiras possui 4 títulos do Brasileirão, dois em seu formato antigo (1970 e 1984) e outros dois no formato de pontos corridos (2010 e 2012).

O Fluminense jogou a Libertadores pela primeira vez em 1971, quando foram eliminados na fase de grupos pelo Palmeiras. A melhor campanha aconteceu em 2008, com o traumático vice-campeonato para a LDU, nos pênaltis. Sua última participação foi em 2013, quando foi eliminado pelo vice-campeão Olimpia.

Na última temporada, o Fluminense terminou o Campeonato Brasileiro em quinto lugar. A tarefa do Fluminense será muito complicada na Libertadores desse ano, pois o time terá que se provar caso deseje superar os dois colombianos da chave e ir longe na Libertadores, rumo ao título inédito.

Junior Barranquilla

Participações: 17

Cidade: Barranquilla, Colômbia

Estádio: Metropolitano Roberto Meléndez (46.692 de capacidade)

Técnico: Luis Amaranto Perea

Principais jogadores: Miguel Borja, Teo Gutiérrez, Sebastián Viera, Fabián Sambueza e Gabriel Fuentes.

Foto: 90MIN

O Club Deportivo Popular Junior Fútbol Club S.A., conhecido como Atlético Junior ou Junior Barranquilla, foi fundado em 1924 por um grupo de integrantes menores do Juventude Junior, clube formado pelo Colégio Salesiano. Os Rojiblancos tinham como grande campanha até ali um vice-campeonato nacional em 1948, até que, em 1953, fechou as portas por treze anos devido a graves crises financeiras.

Depois de voltar a jogar profissionalmente, o Junior já conseguiu seu primeiro título nacional em 1977, e depois disso ainda acumularia mais oito conquistas, além de duas Copas Colômbia e duas Superligas. Uma curiosidade é a relação da equipe com grandes jogadores brasileiros — o polêmico Heleno de Freitas e o lendário Mané Garrincha já vestiram a camisa do time colombiano.

Sua primeira aparição em Libertadores foi em 1971, quando caiu na fase de grupos para o Barcelona de Guayaquil. Sua melhor campanha viria em 1994, quando o time liderado pelo folclórico Carlos Valderrama — ídolo do Junior — caiu na semifinal para o Vélez Sarsfield, que viria a ser o campeão futuramente.

Para o Atlético Junior se classificar a mais um mata-mata, a tarefa será bem mais difícil que a encontrada nas fases anteriores, quando passou por Caracas e Bolívar. Será, sem dúvidas, um dos grupos com disputas mais acirradas pela segunda vaga.


Grupo E

São Paulo

Participações: 21

Cidade: São Paulo, Brasil

Estádio: Morumbi (67.428 de capacidade)

Técnico: Hernán Crespo

Principais jogadores: Daniel Alves, Luciano, Miranda, Reinaldo e Éder.

Foto: São Paulo Futebol Clube

O São Paulo Futebol Clube é um time poliesportivo brasileiro, fundado em 1930. Nasceu da união entre a Associação Atlética das Palmeiras e grande parte do elenco e comissão técnica do Club Athletico Paulistano. Curiosamente, nasceu no mesmo dia do aniversário da cidade de São Paulo — 25 de janeiro.

É um dos times mais bem sucedidos da história do futebol brasileiro. Exemplo de estrutura e de gestão no passado, colheu os frutos com títulos de peso no Brasil, na América e no Mundo. Trata-se de um tricampeão da Libertadores e Mundial (1992-93 e 2005) e hexacampeão brasileiro.

Dominante nas décadas de 90 e 2000, passou a década de 2010 com apenas um título — a Copa Sul-Americana de 2012. Sofreu com más gestões de seus ex-presidentes e segue um incômodo jejum de títulos.

Com 21 participações na Copa Libertadores, sua última campanha de destaque foi em 2016, quando chegou à semifinal, mas foi derrotado pelo Atlético Nacional, que seria o campeão daquela edição. Sob nova gestão, chegadas de reforços de peso como Éder e Miranda e do técnico argentino Hernán Crespo, o tricolor paulista promete voltar ao lugar ao qual nunca deveria ter saído.

Racing

Participações: 11

Cidade: Avellaneda, Argentina

Estádio: Estádio Presidente Perón (51.389 de capacidade)

Técnico: Juan Antonio Pizzi

Principais jogadores: Matías Roja, Aníbal Moreno, Gabriel Arias, Iván Pillud e Nicolás Reniero.

Foto: OneFootball

O Racing Club de Avellaneda, ou apenas Racing Club, foi fundado em 1903 e já mostrou sua força no futebol nacional de imediato ao vencer 9 Campeonatos Argentinos de 1913 a 1925. Para se ter uma ideia da relevância, isso é metade do total de conquistas da Academia em sua história até hoje — conquistou o 18º troféu em 2019.

Sua primeira participação em Libertadores foi no ano de 1962, sendo eliminado na fase de grupos pelo Nacional do Uruguai. Seu único título na competição veio em sua segunda ida, em cima do mesmo Nacional, em três jogos. Depois disso, nunca mais chegou a uma final, caindo nas semis em 1968 e em 1997.

No entanto, o Albiceleste passou por um longo período de vacas magras em sua história, ficando por 34 anos (1967-2001) sem conquistar um título relevante. Nesse período, o clube chegou a ser rebaixado em 1983 e até a abrir falência em 1999, mas com a mudança para clube-empresa pós-falência, o jejum de títulos acabou com a conquista do Campeonato Argentino.

Nos últimos anos, o Racing vem de trabalhos notáveis, vencendo dois campeonatos nacionais em 2014 e em 2019, e apesar de não ter chegado nem às semis neste século, conseguiu bons desempenhos recentes, como a classificação para cima do então atual campeão Flamengo no ano passado, em plano Maracanã. La Academia não possui mais aquele grande time de 2019, mas a raça argentina pode contribuir para que eles surpreendam e enfim atinjam a tão sonhada semifinal.

Sporting Cristal

Participações: 36

Cidade: Rímac, Peru

Estádio: San Martín de Porres (15.000 de capacidade)

Técnico: Roberto Mosquera

Principais jogadores: Marcos Riquelme, Washington Corozo, Alejandro Hohberg, Christofer Gonzales e Gianfranco Chávez.

Foto: Museu Virtual do Futebol

O Club Sporting Cristal foi fundado por integrantes da cervejaria Backus y Johnston em 1955, e por conta disso, era chamado de Sporting Cristal Backus e de Sporting Tabaco. Muitos dizem que os Cervezeros já nasceram campeões, pois conquistaram o primeiro título peruano logo em sua primeira temporada, em 1956. Desde então, foram mais 19 títulos nacionais — incluindo na última edição, em 2020 —, o que coloca o Cristal como terceiro maior campeão de seu país.

Assim como o Racing, sua primeira participação em Libertadores foi em 1962 — eram do mesmo grupo, inclusive —, quando também caiu na fase de grupos para o Nacional do Uruguai. Sua melhor participação foi em 1997, quando chegou à final e foi derrotado pelo Cruzeiro. Desde então, nunca atingiu nem a fase semifinal.

Sem grandes participações relevantes, os Celestes são cotados para atingir o terceiro lugar na fase de grupos e buscar voos mais altos na Sul-Americana. No entanto, os atuais campeões peruanos prometem ser competidores chatos para São Paulo e Racing, e caso algum deles vacile, pode até mesmo buscar a classificação para o mata-mata da Libertadores.

Rentistas

Participações: 1

Cidade: Montevidéu, Uruguai

Estádio: Complejo Rentistas (10.600 de capacidade)

Técnico: Alejandro Cappuccio

Principais jogadores: Jonathan Urretaviscaya, Tabaré Viúdez, Franco Pérez, Lucas Morales e Guillermo Frata.

Foto: El Ascenso

O Club Atlético Rentistas foi fundado em 1933 por um grupo de amigos em um bairro da capital chamado Cerrito de la Victoria. Curiosamente, o time se chama assim por conta de uma piada entre os fundadores: após o vizinho perguntar se algum dos garotos trabalharia no dia seguinte, já que eles só jogavam bola o dia todo, um dos meninos repondeu, de forma irônica: “Vivemos de renda”. E assim, o clube recém-fundado virou Rentistas.

Outra curiosidade é que jogadores brasileiros como Filipe Luís e Hulk já pertenceram ao clube, mesmo sem nunca terem atuado. Isso ocorreu porque o Rentistas era usado como laranja por alguns empresários no início dos anos 2000, que se aproveitavam do Uruguai ser um paraíso fiscal à época para comprar jogadores e os revenderem para a Europa em seguida por um valor mais alto.

El Bicho não possui muita tradição nem no próprio país, e mesmo vindo da segunda divisão, conseguiu surpreender a todos e acabou se sagrando campeão nacional pela primeira vez em sua história. Dessa forma, espera-se que os uruguaios vão a passeio para o torneio, pois só de estrear na Libertadores já será um grande feito ao time. No entanto, deve-se tomar cuidado com uma equipe que tem gostado de surpreender.


Grupo F

Club Nacional

Participações: 48

Cidade: Montevidéu, Uruguai

Estádio: Grán Parque Central (34.000 de capacidade)

Técnico: Hernán Rodrigo López

Principais jogadores: Gabriel Neves, Gonzalo Bergessio, Andrés D’Alessandro, Brian Ocampo e Leandro Fernández.

Foto: Decano.com

O Club Nacional de Football, conhecido no Brasil como Nacional do Uruguai, é um clube fundado por um grupo de estudantes em 1899, em uma fusão de dois clubes da cidade de Montevidéu: o Uruguay Athletic Club e Montevideo Football Club. O Nacional já começou sua história de forma vitoriosa, sendo o time que mais venceu campeonatos uruguaios na era amadora da competição, com 11 títulos entre 1902 e 1924. Hoje em dia, El Decano é o maior vencedor da competição nacional, com 48 títulos.

A primeira aparição do time na Copa Libertadores foi em 1962, quando o Nacional foi eliminado pelo arquirrival Peñarol nas semifinais do torneio. O Nacional já levantou o caneco da principal competição continental três vezes, em 1971, 1980 e 1988. O time uruguaio também é a equipe que jogou mais edições de Libertadores na história.

Há alguns anos que o Nacional não emplaca uma grande campanha na competição continental. Das últimas sete temporadas, duas acabaram em eliminação ainda na Pré-Libertadores, uma acabou na fase de grupos, duas nas oitavas de final e duas nas quartas de final. Em sua última participação no torneio, o Nacional foi amassado pelo River Plate, perdendo o agregado das quartas de final por 8 a 2.

O principal jogador do Nacional é Gonzalo Bergessio, que marcou 22 gols em 33 jogos para os Bolsos na temporada passada. Por sua tradição, o Nacional vem com favoritismo na fase de grupos, porém o elenco ainda não entra como um dos times prontos para conquistar a glória eterna.

Universidad Católica

Participações: 28

Cidade: Santiago, Chile

Estádio: San Carlos de Apoquindo (14.768 de capacidade)

Técnico: Gustavo Poyet

Principais jogadores: Fernando Zampedri, Luciano Aued, Ignacio Saavedra, Felipe Gutiérrez e Raimundo Rebolledo.

Foto: Sites de Apostas

O Club Deportivo Universidad Católica é um clube de futebol chileno fundado em 1937 pela Pontificia Universidad Católica de Chile. Seu primeiro título nacional só veio após 12 anos da fundação do clube, em 1949. Hoje em dia, os Cruzados possuem 15 canecos, o que o qualifica como o terceiro maior vencedor da competição no país.

A estreia da Universidad Católica na Libertadores ocorreu em 1962, quando o time chileno foi parado nas semifinais pelo Santos, o vencedor daquela edição. O time chileno nunca conseguiu vencer o torneio, tendo como melhor campanha até hoje o revés na final de 1993 para o São Paulo.

A Universidad Católica não anda com bons resultados recentes na competição continental. Sua última aparição no mata-mata da competição foi em 2011, quando acabou eliminado pelo Peñarol nas quartas de final. No entanto, vem sendo dominante em seu país, vencendo os últimos três campeonatos chilenos.

O time chileno irá confiar principalmente na dupla argentina de Fernando Zampedri e Luciano Aued, responsável por 30 gols na temporada passada, para guiar o time na Libertadores. Para essa edição, é interessante ficar de olho na Universidad Católica, que pode muito bem surpreender na competição, mas que mesmo assim não pode ser colocada como favorita ao título.

Argentinos Juniors

Participações: 4

Cidade: Buenos Aires, Argentina

Estádio: Autocrédito Diego Armando Maradona (25.500 de capacidade)

Técnico: Gabriel Milito

Principais jogadores: Santiago Silva, Fausto Vera, Elías Gómez, Lucas Chávez e Jonatan Gómez.

Foto: TyC Sports

A Asociación Atlética Argentinos Juniors é um clube fundado em 1904 na Villa Crespo, na Argentina, após a fusão de dois clubes: o Mártires de Chicago e o Argentinos Unidos de Villa Crespo. Durante o início de sua história, o Argentinos Juniors não teve um grande protagonismo nas competições nacionais, figurando na parte do meio ou de baixo da tabela na maioria das vezes.

A fase de ouro do clube veio a acontecer apenas nos anos 80, quando o time conquistou os títulos mais importantes de sua história e revelou Diego Maradona, maior jogador da história do futebol argentino. Assim, o Argentinos Juniors estreou na Libertadores em 1985 de forma memorável, vencendo a competição em sua primeira participação, em cima do América de Cali, da Colômbia.

Após essa edição, o time argentino não conseguiu mais repetir o feito nas outras 2 edições disputadas. El Bicho Colorado irá contar principalmente com o veterano e incansável Santiago Silva, de 40 anos, para liderar o time nessa edição da Libertadores. Não há nenhum favoritismo sobre o Argentinos Juniors nessa edição, e seria uma grande vitória passar da fase de grupos.

Atlético Nacional

Participações: 22

Cidade: Medellín, Colômbia

Estádio: Atanasio Girardot (52.872 de capacidade)

Técnico: Alexandre Guimarães

Principais jogadores: Jonatan Álvez, Jarlan Barrera, Emanuel Oliveira, Baldomero Perlaza e Andrés Andrade.

Foto: Pulzo

O Club Atlético Nacional S.A. foi fundado em 1947, e rapidamente já obteve êxito em seu país, ganhando seu primeiro título nacional já em 1954. Teve sua primeira participação em Libertadores em 1972, quando caiu na fase de grupos para o Independiente, da Argentina.

É impossível não pensar na história do Verde e não associá-la ao suposto envolvimento de Pablo Escobar no time. Isso até hoje é negado pelo filho, que ainda diz que ele era torcedor do maior rival, o Independiente Medellín. Mas fato é que o alviverde teve muito sucesso naquela época, ganhando sua primeira Libertadores em 1989, atingindo um vice-campeonato para o Grêmio em 1995 e uma série de títulos nacionais que o consolidaram como maior campeão colombiano, com 16 troféus.

Os Verdolagas ficaram mais conhecidos no Brasil recentemente pela sequência de confrontos contra o São Paulo na última década, sendo eliminado na Sul-Americana de 2013 e dando o troco nas semis da Sul-Americana de 2014 e da Libertadores de 2016, quando acabaram sendo campeões. Ainda, teve a oportunidade de vencer a Sula em 2016, mas devido ao acidente aéreo da Chapecoense, acabou cedendo o título para os catarinenses. Isso trouxe um grande carinho dos brasileiros pelos colombianos.

O Atlético Nacional já não tem mais a força dos times da década de 90 e de meados dos anos 2010, mas sua tradição e respeito adquiridos fazem com que sempre tenhamos um pé atrás com os Verdolagas. É mais um fortíssimo concorrente pela classificação ao mata-mata neste equilibrado Grupo F.


Grupo G

Flamengo

Participações: 17

Cidade: Rio de Janeiro, Brasil

Estádio: Maracanã (78.838 de capacidade)

Técnico: Rogério Ceni

Principais jogadores: Gabriel, Bruno Henrique, Arrascaeta, Gerson e Rodrigo Caio.

Foto: Só Sergipe

O Clube de Regatas do Flamengo foi fundado em 1895 no Rio de Janeiro, no bairro de mesmo nome, a fim de participar de torneios de remo. Seu primeiro título foi o Campeonato Carioca de 1914, e desde então, são várias taças em torneios dentro do território brasileiro: 36 estaduais, 8 campeonatos nacionais e 3 Copas do Brasil.

Sua primeira aparição neste torneio foi em 1981, em que acabou se sagrando campeão. Depois disso, precisariam se passar 38 anos, com várias eliminações traumáticas, para que o torcedor pudesse comemorar a conquista da América pela segunda vez, e com direito a uma virada inesquecível na grande final, diante do River Plate. Além disso, o Mais Querido ainda ganhou 1 Mundial (1981), 1 Copa Mercosul (1999) e uma Recopa Sul-Americana (2020).

O Flamengo segue com a base que lhe deu incontáveis títulos nos últimos dois anos, e portanto, é impossível a equipe não entrar em qualquer competição como uma das favoritas pelo elenco que tem. Agora, sob o comando do técnico Rogério Ceni, os cariocas buscam superar a eliminação para o Racing na última edição para voltarem a dar voos mais altos na maior competição do continente.

LDU

Participações: 20

Cidade: Quito, Equador

Estádio: Rodrigo Paz Delgado (41.575 de capacidade)

Técnico: Pablo Repetto

Principais jogadores: Luis Amarilla, Cristian Martínez, Jhojan Julio, Pedro Perlaza e Juan Cruz Kaprof.

Foto: Bichito

A Liga Deportiva Universitária de Quito, conhecida como LDU, foi fundada em 1918 por um grupo de estudantes da Universidad Central del Ecuador. Seu primeiro título só viria em 1969, com a conquista do primeiro de seus 11 Campeonatos Equatorianos.

Sua primeira Libertadores foi em 1970, quando caiu na segunda fase para o Peñarol. No entanto, a equipe só obteve maior reconhecimento internacional, sobretudo dos brasileiros, no fim dos anos 2000, ao vencer a Libertadores de 2008 e a Sul-Americana de 2009 em cima do Fluminense, a Recopa Sul-Americana de 2009 diante do Internacional e a de 2010 contra o Estudiantes. Dessa forma, se tornou o mais bem-sucedido clube equatoriano fora de seu país.

Apesar de não ser mais a mesma LDU de uma década atrás, a equipe sempre complica jogos na Libertadores, o que pode ser provado com a eliminação do São Paulo ainda na fase de grupos no ano passado. Dessa forma, é um dos candidatos a brigar pela segunda vaga do grupo.

Vélez Sarsfield

Participações: 16

Cidade: Buenos Aires, Argentina

Estádio: José Amalfitani (49.590 de capacidade)

Técnico: Mauricio Pellegrino

Principais jogadores: Federico Mancuello, Ricardo Centurión, Thiago Almada, Luis Abram e Santiago Cáseres.

Foto: 90MIN

O Club Atlético Vélez Sarsfield foi fundado por imigrantes italianos no ano de 1910. Só foi ganhar seu primeiro título de expressão em 1968, quando se sagrou campeão nacional. O Vélez ainda ganharia este torneio mais nove vezes.

Sua primeira participação no torneio foi em 1980, mas sua história começou a mudar na competição com o treinador Carlos Bianchi, conhecido por comandar o auge do Boca Juniors neste século. Em 1994, de volta à Libertadores 14 anos depois, ao bater o então bicampeão São Paulo nos pênaltis e conquistar sua única taça até aqui, o Fortín passou a ser figura carimbada nas edições de Libertadores, participando de mais 14 edições entre 1995 e 2014.

No entanto, os argentinos passaram por seu maior período sem disputar Libertadores desde a ‘Era Bianchi’, e estão de volta à competição sete anos depois. Dessa forma, o Vélez deve mostrar que não esqueceu como se disputa um campeonato desse nível se não quiser dar adeus ainda nesta fase da competição.

Unión La Calera

Participações: 1

Cidade: La Calera, Chile

Estádio: Municipal Nicolás Chahuan (9.200 pessoas de capacidade)

Técnico: Luca Marcogiuseppe

Principais jogadores: Jorge Valdívia, Matías Fernández, Jeisson Vargas, Octavio Rivero e Alexis Martín Arias.

Foto: GolMaster.cl

O Club de Deportes Unión La Calera S.A.D.P. foi fundado em 1954, fruto da fusão de seis clubes da cidade de La Calera. Seu grande destaque para a história do futebol foi ter revelado o zagueiro Elías Figueroa, lenda do Internacional, ao mundo do futebol.

Assim como outros clubes citados, o La Calera não possui muita tradição em seu país, só tendo vencido duas vezes a terceira divisão chilena e três vezes a segundona, sendo a última em 2017. Mesmo assim, os Rojos tiveram o maior ano de sua história ao conseguir um vice-campeonato chileno e quase conseguir uma vaga nas quartas de final da Sul-Americana, que foi perdida nos pênaltis.

Em ascensão, o La Calera é mais um que não deve assustar seus adversários no Grupo G. Por estrearem na competição, competir em um torneio como a Copa Libertadores já é mais que satisfatório aos chilenos, e portanto, deve ser mais uma equipe que vem a passeio para a competição.


Grupo H

Cerro Porteño

Participações: 42

Cidade: Assunção, Paraguai

Estádio: General Pablo Rojas (45.000 de capacidade)

Técnico: Francisco Arce

Principais jogadores: Jean, Oscar Ruiz, Mathías Villasanti, Santiago Armazendía e Alexis Duarte.

Foto: ABC

O Club Cerro Porteño é um clube fundado em 1912, no Bairro Operário de Assunção. O Cerro já começa sua história com títulos, ganhando o primeiro campeonato nacional um ano após sua criação, em 1913. Em seguida, o clube paraguaio venceu a principal competição nacional mais 33 vezes, sendo o segundo maior vencedor do país, atrás apenas do arquirrival Olimpia.

O time fez sua primeira aparição na Libertadores em 1962, quando foi eliminado na fase de grupos e tomou a maior goleada da edição: incríveis 9×1 contra o Santos, do Rei Pelé. O time apareceu mais 40 vezes na maior competição do continente, porém nunca chegou a vencer o título. As melhores campanhas do Cerro Porteño foram derrotas nas semifinais em 1973, 1978, 1993, 1998, 1999 e 2011.

Em suas últimas 5 aparições na Libertadores, o time paraguaio foi eliminado uma vez nas quartas de final, duas vezes nas oitavas, uma vez na fase de grupos e uma vez na Pré-Libertadores. O time guarani busca esse ano uma campanha mais positiva que em seu retrospecto recente.

Na última temporada, o Cerro Porteño levantou o caneco do Campeonato Paraguaio, liderado por Churín, atual jogador do Grêmio, e por Oscar Ruiz, que segue no elenco do time. O Cerro Porteño é um dos favoritos dentro do Grupo H, mas pouco se espera do time no mata-mata, pois o Club del Pueblo terá que contar com um elenco limitado comparado ao restante dos times na competição.

Atlético Mineiro

Participações: 11

Cidade: Belo Horizonte, Brasil

Estádio: Mineirão (62.000 de capacidade)

Técnico: Cuca

Principais jogadores: Nacho Fernández, Guilherme Arana, Keno, Hulk e Matías Zaracho.

Foto: Superesportes

O Clube Atlético Mineiro foi fundado em 1908 por um grupo de estudantes de Belo Horizonte. Um dos times mais tradicionais do Brasil, o Galo foi o primeiro campeão mineiro da história em 1915, e desde então, ganhou mais 45 estaduais, sendo o maior vencedor do estado.

Em âmbito nacional, o time possui um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil, conquistados em 1971 e 2014, respectivamente. Sua estreia na Libertadores aconteceu em 1972, quando foi eliminado na fase de grupos, sem conseguir nenhuma vitória na competição.

Em toda a sua história, o Galo tem 11 participações no torneio continental, e a melhor campanha do clube aconteceu em 2013, quando foram campeões do torneio em cima do Olimpia. Nessa temporada, o clube foi liderado pelo lendário Ronaldinho Gaúcho.

Nas últimas 5 participações do Atlético, houve uma eliminação nas quartas de final, três eliminações nas oitavas e uma na fase de grupos. Para essa temporada, há uma certa pressão em relação ao desempenho do Atlético Mineiro na Libertadores, pois a diretoria resolveu investir pesado em novos reforços, como no atacante Hulk e no meia Nacho Fernández, ex-River Plate. Portanto, qualquer eliminação precoce será um grande fracasso para o Galo.

América de Cali

Participações: 21

Cidade: Cali, Colômbia

Estádio: Pascual Guerrero (42.200)

Técnico: Juan Cruz Real

Principais jogadores: Adrián Ramos, Duván Vergara, Yesús Cabrera, Rafael Carrascal e Marlon Torres.

Foto: SuperTrending

A Sociedad Anónima Deportiva América S.A., ou América de Cali, é um clube colombiano fundado em 1927 em Cali. Sua primeira conquista nacional foi acontecer apenas em 1979, 52 anos após a fundação do Clube. Depois dessa edição, os Diablos Rojos ganharam mais 14 títulos, sendo o segundo maior vencedor da competição no país.

A estreia do América na Libertadores ocorreu em 1970, quando o time foi eliminado na fase de grupos com apenas uma vitória em 10 jogos na competição. Suas melhores campanhas na competição continental foram quatro vices, com três desses sendo seguidos. O time colombiano foi vice-campeão da Libertadores em 1985, 1986, 1987 e 1996.

Na temporada passada, o América quebrou um jejum de 11 anos sem jogar uma Libertadores. No entanto, não durou muito tempo na competição, sendo eliminado na fase de grupos. Os Diablos Rojos ficaram em terceiro lugar no Campeonato Colombiano, tendo Adrián Ramos como artilheiro na campanha do time, com 5 gols em 12 jogos.

A vida dos colombianos não será fácil nessa Libertadores, porém não será um grande choque se o América conseguir beliscar uma vaga nas oitavas ou até ir mais longe na competição. É mais um ótimo time para ficar de olho.

Deportivo La Guaira

Participações: 2

Cidade: La Guaira, Venezuela

Estádio: Olímpico de Caracas (25.000 de capacidade)

Técnico: Daniel Farías

Principais jogadores: Aquiles Ocanto, Charlis Ortiz, Darwin González, Ángelo Peña e Arles Flores.

Foto: Venezoelana de Televisión

O Deportivo La Guaira é o time mais novo da edição de 2021, sendo fundado em 2008 por empresários em La Guaira. A equipe vive uma boa fase no futebol nacional, ganhando duas copas da Venezuela em 2014 e 2015 e vencendo seu primeiro campeonato nacional em 2020.

A estreia do La Guaira na Libertadores aconteceu em 2019, quando foram eliminados na segunda fase da pré-Libertadores pelo Real Garcilaso. Neste ano, o clube vem para a sua segunda participação na competição, e embora ainda não tenha nem entrado em campo, já podemos considerar essa como sua melhor campanha de sua história.

Os principais jogadores do Deportivo La Guaira na campanha do título nacional foram Aquiles Ocanto e Charlis Ortiz, que somaram 13 gols na temporada passada. Para esse ano, há pouquíssima expectativa para o clube recém-criado, e será uma grande surpresa se o time conseguir até uma vaga para a Sul-Americana.


Agora, com todos os 32 times resumidos, basta torcer pelo seu time e acompanhar todas as emoções que só a Copa Libertadores pode lhe proporcionar!

2 comentários em “Guia da Libertadores 2021: Tudo sobre os 32 participantes desta edição

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