Por favor, tudo que eu te peço é respeito.

Ser mulher já não é um negócio fácil nessa sociedade machista, não é mesmo? Agora imaginem ser mulher e querer entrar no “universo” masculino? Afinal de contas, o mundo dos esportes, teoricamente, é uma área que eles “dominam”.

Sou uma mulher, embora muitos não me considerem muito experiente. Porém, posso dizer com uma certa credibilidade como é ser uma mulher que gosta e entende de esportes. Minha experiência com esportes vem desde muito nova. Meu pai sempre foi muito ligado aos esportes, jogava bola nos finais de semana e sempre levou à mim, minha irmã e irmãos para assistir. Na maioria das vezes eu e a minha irmã éramos as únicas meninas que ficavam lá assistindo o pai jogar.

Sem falar que meu pai acompanhava quase todas as modalidades pela TV, principalmente o basquete e o futebol. Com uma família completamente apaixonada por esportes de modo geral, é fácil adquirir esse amor antes mesmo de saber falar direito.

Desse modo, vocês já podem imaginar que cresci sendo uma menina que jogava bola na rua, nas aulas de educação física e sim, era chamada de “sapatão”. Eu não tinha altura e nem aguentava o peso da bola de basquete direito, mas mesmo assim me metia no meio dos jogos dos “meninos” e jogava junto com eles.

Lembro que de início não entendi muito bem o porquê das pessoas, principalmente as meninas da minha idade, me chamarem de “sapatona”, só por que eu estava jogando com os meninos; e muito menos o motivo dos meninos falarem “só entra em quadra para atrapalhar” ou “faz isso para chamar atenção dos garotos”.

Conforme o tempo foi passando e fui crescendo, alguns desses atos machistas se tornaram assédios e tudo se intensificou ainda mais quando decidir seguir na área de jornalismo esportivo. Todo conteúdo que produzo é seguido de comentários relacionados à minha aparência; sempre tem alguma “cantada” ou a clássica frase “nossa, linda e ainda entende de esporte, casava já”. E isso, infelizmente, não é algo direcionado só a mim. Pergunte pra uma mulher ou menina que respira basquete, futebol, Fórmula 1, futebol americano, basebol entre outros tantos. Todas, eu garanto, todas vão citar exemplos de como são vistas e tratadas nesse universo.

E não, nós não queremos esses tipos de comentários! Não, nós não queremos esse tipo de “elogio”! Isso não é elogio, isso é assédio, isso é constrangedor! Quando uma mulher estiver falando sobre algum esporte, quando alguma mulher estiver produzindo conteúdo esportivo, comente sobre o que ela fez ou falou, não sobre ela.

O fato, galera, é que já passou da hora da sociedade entender que o universo dos esportes é para todas nós, que nós somos capazes e exclusivamente pelo nosso talento, pois nós nos permitimos viver as emoções que cada jogo, partida, craque, time, atleta nos passa e tudo que queremos de volta é RESPEITO! E ISSO NEM DEVERIA TER QUE SER PEDIDO!

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