Você sabia que a seleção brasileira já teve treinadores estrangeiros?

Ao longo de sua história, a seleção foi treinada por dois estrangeiros em oportunidades inusitadas

Após Pep Guardiola manifestar interesse em disputar uma Copa do Mundo, o recorrente debate sobre treinadores estrangeiros na seleção brasileira voltou à tona. No entanto, poucos sabem que tal evento não seria nenhuma novidade na história da seleção canarinho.

Em duas ocasiões especiais, a seleção foi treinada por dois treinadores estrangeiros, sendo um português e outro — pasmem — argentino. Curiosamente, ambos os confrontos foram contra a seleção uruguaia — e ambos tiveram vitória brasileira.


A primeira ocorrência se deu por conta da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Na época o Brasil não contava com nenhum treinador desde a saída de Ademar Pimenta, em 1942. A CBD (extinta Confederação Brasileira de Desportos) não tinha planos para nenhuma partida de futebol até que, em 1944, o Brasil ingressou na Segunda Guerra, para lutar contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

Diversos jogadores de futebol se alistaram para servir a Força Aérea Brasileira (FAB) e o patriotismo ganhou força no país. Aproveitando as circunstâncias, a CBD decidiu realizar dois amistosos festivos no São Januário contra o Uruguai, uma potência bicampeã olímpica (1924 e 1928) e campeã da primeira Copa do Mundo (1930).

Para assumir o cargo deixado por Ademar, os dois principais técnicos do futebol carioca e paulista foram convidados. Sendo assim, a seleção foi treinada pelo brasileiro Flávio Costa, do Flamengo, e pelo português Jorge Gomes de Lima, o Joreca, do São Paulo. Dentro de campo, o Brasil venceu os dois jogos com sobras, por 5 a 1 e 4 a 0. 

Posteriormente o técnico flamenguista seria efetivado no cargo e treinou a seleção na Copa de 1950, sendo vice-campeão em casa contra o mesmo Uruguai, no famoso jogo do “Maracanaço”.

Anos mais tarde, em 1965, era inaugurado o Estádio Governador Magalhães Pinto, popularmente conhecido como Mineirão. Com isso, foram realizados uma série de eventos que culminaram na Semana da Pátria. Além da estreia entre o combinado da Seleção Mineira contra o River Plate, um novo amistoso entre Brasil e Uruguai foi marcado.

Entretanto, a CBD não havia feito nenhuma convocação e jogadores e comissão técnica não estavam sequer reunidos. Dessa maneira, um convite foi feito para que o Palmeiras — um dos principais clubes da época — representasse a seleção nacional com seus atletas e membros da comissão.

O treinador do Palmeiras era o argentino Filpo Núñez, e os seus comandados venceram uma seleção uruguaia alternativa por 3 a 0, com gols de Rinaldo, Germano e Tupãzinho. A equipe palestrina ainda contava com grandes nomes como Dudu, Djalma Santos e Ademir da Guia.


Até os dias de hoje essas foram as duas únicas ocorrências. Contudo, vale lembrar que a seleção feminina de futebol atualmente é comandada pela sueca Pia Sundhage. Será que em algum dia veremos um técnico estrangeiro efetivado na seleção masculina?


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