Celta-Feira: A bizarra forma com que o Boston Celtics draftou Bill Russell

Senhoras e senhores, este é o Celta-Feira! Em todas as próximas sextas-feiras, teremos um texto novo falando sobre conteúdo histórico relacionado ao Boston Celtics.

E neste texto, contarei sobre o Draft do maior jogador da história do Celtics, Bill Russell, e toda a artimanha que os diretores da franquia tramou para que essa escolha fosse possível. Boa leitura!


A ‘pick territorial’ e a bizarra troca com o Hawks

Vamos ao ano de 1956. O Celtics tinha a 7ª escolha geral do Draft, mas mesmo assim se deu bem por conta de uma regra existente na época. A ‘pick territorial’ dava o direito de qualquer time escolher um jogador que atuasse numa faculdade próxima à cidade antes do ‘Draft comum’.

Se apropriando disso, o Celtics escolheu Tom Heinsohn, que se tornaria uma lenda por lá. Rookie of the Year naquela temporada (não, não foi o Bill Russell), Tommy ainda teria sua camisa 15 aposentada e participaria de todos os 17 títulos de Boston — mas isso fica para outra história.

BOSTON – 1964: Tom Heinsohn #15 of the Boston Celtics makes a move against the Golden State Warriors circa 1964 at the Boston Garden in Boston, Massachusetts. NOTE TO USER: User expressly acknowledges and agrees that, by downloading and/or using this Photograph, user is consenting to the terms and conditions of the Getty Images License Agreement. Mandatory Copyright Notice: Copyright 1964 NBAE (Photo by Dick Raphael/NBAE via Getty Images)

No entanto, Red Auerbach ainda queria muito contar com Bill Russell, que certamente seria a primeira escolha daquele ano. Assim, o Celtics acertou a troca de Ed Macauley e Cliff Hagan, além da sua sétima pick, para o Saint Louis Hawks, pela 2ª escolha geral do Draft de 1956.

E aqui começam as bizarrices: havia uma regra que, caso um time usasse a pick territorial, perderia a pick no Draft comum. Como nem as franquias sabiam disso na época, o Hawks foi passado pra trás, e ficou sem a pick 7.


A troca por shows de patinação no gelo

A NBA, com pouca organização, nada fez sobre o caso. Agora, com a segunda escolha, o Celtics tinha mais uma missão: convencer o Rochester Royals, dono da pick 1, a não draftar Bill Russell.

E lá vai mais uma: O dono do Celtics, Walter Brown, também era dono do Ice-Capades, uma das mais famosas equipes de patinação de gelo do país. Com isso, ele teria ligado para o dono do Royals e oferecido shows de patinação à cidade por certo tempo, algo rentável a ele, com a condição de que não escolhessem Bill no 1º lugar do Draft.

Apresentação do Ice-Capades em 1956, ano em que toda a negociação ocorreu. Reprodução: YouTube.

Não se sabe se a história é real, mas fato é que Bill Russell não foi escolhido na primeira pick, e o Ice-Capades realmente fez shows na quadra do Royals no ano seguinte.


E assim, um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos foi trocado por espetáculos de patinação e, claro, por muita malandragem.

Conhecia essa história? O que achou sobre toda essa estratégia montada na negociação por um dos maiores pivôs de todos os tempos? Comente!

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