‘No AO’, ‘No Vax’ e sem Djokovic

Quando se começa uma discussão falando sobre os maiores tenistas da história, Federer, Nadal e Novak Djokovic com certeza figurarão o tópico. Esses três dividem o pódio que antes somente Pete Sampras, o “Pistol Pete”, detinha como melhor do mundo. Existem contestações de qual dos três é o melhor, mas pelo menos até o fim do Australian Open de 2022, todos compartilham o mesmo número de Grand Slam’s.

No entanto, é unânime qual jogador é o mais polêmico. Djokovic, hoje, larga em primeiro lugar tanto no ranking da ATP, quanto nos jornais. O número 1 do esporte e do negacionismo.

O movimento No Vax de Novak Djokovic

Djokovic admite erros na declaração de entrada na Austrália e após testar  positivo à Covid-19 – Observador
Foto: REUTERS/Scott Barbour

A ‘Covid-19’ é um jogo que Djokovic se arrisca a jogar. Nos meados da pandemia, quando o mundo parou diante ao vírus, Novak o “forçou” a andar na Croácia, organizando o Adria Tour, um torneio de exibição para causas sociais. Motivos nobres, mas em tempos drásticos, que resultou na contaminação de seis pessoas, incluindo a si próprio.

Foi durante sua primeira exposição ao vírus que Djokovic entendeu a gravidade da Covid-19, mas apesar do arrependimento, ele não pareceu inclinado a se proteger. Novak, como ninguém, exalou um grande posicionamento “antivacina” antes mesmo do ciclo vacinal começar, rejeitando a ideia de vacinação obrigatória.

Para fugir das agulhas, a estrela chegou até mesmo a comprar 80% das ações da QuantBioRes, uma empresa dinamarquesa de biotecnologia, para o desenvolvimento de um tratamento médico contra a doença.

Segundo ele, o indivíduo deve escolher a melhor opção para o seu corpo, e embora ele possa ter tido a melhor das intenções falando sobre liberdade de expressão, seu discurso se traduziu aos negacionistas como um movimento antivacina. Ele expressa esse movimento, querendo ou não. E isso coloca em cheque até mesmo sua carreira.

Portas fechadas no Aberto da Austrália

Djokovic, detenido y de regreso al "hotel infame", espera el juicio de su  deportación
Foto: REUTERS/Loren Elliott

O Australian Open começou conturbado mais uma vez. Há um ano atrás, o problema era a qualidade de vida dentro das bolhas de Melbourne. Um problema que o próprio Djokovic tentou resolver. Porém, assim como atualmente, o tenista foi hostilizado pelos australianos. Não de maneira físico ou verbal, mas judicialmente.

Para entrar na Austrália, todos os atletas precisavam apresentar a carteira de vacinação para o governo. Novak, contudo, tentou contornar essa regra apresentando um teste positivo de Coronavírus do mês de dezembro, cujo o isentava de reinfecção por seis meses. De primeira instância, o tenista acabou tendo seu visto cancelado.

O número 1 do ranking tentou disputar no tribunal, mas foi derrotado como nunca aconteceu em quadra, e um choque de realidade — para ele — aconteceu: Djokovic foi deportado para a Sérvia. A Lacoste, sua patrocinadora, se encaminha para um enquadro drástico, e Roland Garros, o próximo Grand Slam, não pretende aceitá-lo sem vacina.


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