Análise: O que acontece com o Washington Wizards?

Por Maicon da Silva (@brasil_wizards)


Mudanças. Essa, melhor que nenhuma outra, é a palavra que representa o que vem acontecendo no Washington Wizards nas últimas 4 temporadas.

Nesse período, o time mudou de General Manager, Head Coach, teve renovações importantes como a de Thomas Bryant e Bradley Beal, duas escolhas top-10 em Drafts seguidos e diversas trocas de jogadores – as mais impactantes, a de John Wall por Russell Westbrook, e um ano depois, a troca de Westbrook para o Los Angeles Lakers.

Nas últimas 4 temporadas, o time da capital americana conseguiu se classificar para os playoffs em duas oportunidades. Em 2017-18, eliminados pelo Toronto Raptors em uma série de 6 jogos, ainda no primeiro round. Em 2020-21, o fim da temporada para os magos chegou após 5 jogos em uma série contra o Philadelphia 76ers, também no primeiro round.

Apesar de ter participado da pós-temporada na última edição da liga, estava estampado que os Wizards precisavam de mudanças. Russell Westbrook, que fez história em Washington, quando em apenas 65 jogos de temporada regular, se tornou o líder de triplos duplos da história da franquia, com 38 TDs, 23 a mais que o então líder da franquia, Darrell.

Foi em Washington também que Russ se tornou o líder de triplos duplos da história da NBA – 182 TDs, na época -, quando anotou 28 pontos, 21 assistências e 13 rebotes em uma derrota do Washington Wizards para o Atlanta Hawks, no dia 10 de maio de 2021, e então passou o antigo detentor do recorde, Oscar Robertson, que tem 181 triplos duplos em seus 14 anos de serviços prestados à liga, como jogador.

Imagem: Reprodução da Internet

Apesar de todos os recordes quebrados, números que, de fato entraram para a história da franquia, a relação Wizards-Westbrook não parecia duradoura. Diferentemente de notícias que circularam por aí – desmentidas por Tommy Sheppard meses após a troca de Westbrook para os Lakers -, Russell não teria forçado uma troca para LA, mas também se mostrava animado com a possibilidade de jogar na Califórnia, estado onde nasceu.

Visando isso e principalmente o contrato de Russell Westbrook, que ganharia, em média 44 milhões de dólares pelos próximos 3 anos, Tommy Sheppard não se acovardou e enviou Russell Westbrook, uma escolha de segundo round de 2024, uma escolha de segunda round de 2028 para Los Angeles, em retorno de Kyle Kuzma, Montrezl Harrell, Kentavious Caldwell-Pope e a escolha número 22 geral do draft de 2021 que pertencia ao Lakers.

Não satisfeito, o General Manager negociou a escolha 22 que recebeu de LA com o Indiana Pacers. Washington recebeu a escolha número 31 geral do draft de 2021 (Isaiah Todd), mais o armador Aaron Holiday de Indiana, pela escolha número 22 geral daquele draft (Isaiah Jackson).

A verdade é que, Tommy Sheppard, General Manager que foi promovido no início da temporada de 2019-20, pegou os Wizards em uma situação extremamente delicada. John Wall, um dos maiores nomes da história da franquia, estava a mais de um ano sem pisar em uma quadra de basquete, após sofrer uma lesão no seu joelho no 32° jogo da temporada regular de 2018-19.

Para piorar a situação de Wall e do Wizards, o armador teve que lidar com uma infecção no pé. Meses depois, num acidente doméstico, Wall ainda rompeu o tendão de Aquiles, o que o fez ficar mais de 2 anos fora de quadra.

O grande problema era que John Wall tinha – merecidamente – recebido uma extensão máxima de contrato, antes lesões. O contrato em questão foi de 171 milhões de dólares por 4 anos. Média de $42,782,880 por ano.

Sheppard conseguiu achar um mercado para John Wall, quando enviou para Houston, junto com uma escolha de primeiro round de 2023, em troca de Russell. No final das contas, Tommy Sheppard transformou John Wall, com um contrato máximo e 2 anos fora das quadras, em Kyle Kuzma, Montrezl Harrell, Kentavious Caldwell-Pope, Aaron Holiday e Isaiah Todd.

As esperanças dos torcedores de Washington renasceram quando Scott Brooks, técnico que treinou os Wizards de 2016 até 2020, não acertou sua renovação de contrato e saiu do cargo de Head Coach dos Wizards, movimento esse que os torcedores já pediam a algum tempo, irritados com as limitações defensivas de Brooks.

Tudo ficou ainda melhor para os fãs quando Wes Unseld Jr, então assistente de Mike Malone em Denver e filho do maior nome da história do Washington Wizards, foi contratado para o cargo de Head Coach da equipe pelos próximos 4 anos.

Na Free Agency de 2020-21, apenas dois movimentos: a assinatura de um contrato de 54 milhões de dólares por 3 anos – média de $18,000,000 por ano – com o armador Spencer Dinwiddie, e a renovação por um ano pelo contrato mínimo de veterano com o armador brasileiro, Raul Neto, o Raulzinho.

E assim os Wizards entravam para a temporada 2021-22 da NBA. Logo de cara, na pré temporada, notícias ruins: Rui Hachimura, lidando com problemas psicológicos, perdeu os primeiros 39 jogos da temporada regular. Depois dessa notícia, os Wizards fizeram 4 jogos pela pré temporada da NBA e perderam os 4. A confiança da torcida já tinha abaixo consideravelmente após essa série de eventos negativos.

Mas nem o mais otimista dos torcedores do time da Capital poderiam esperar um começo de temporada tão bom dos Wizards. O time simplesmente venceu 10 dos primeiros jogos da temporada regular, incluindo uma sequência de 5 vitórias seguidas. O time chegou a ser LÍDER da conferência Leste por alguns dias, mas logo tudo foi piorando…

Após o começo fulminante com um recorde 10-3, os magos têm um recorde de 13-22 desde então, e hoje ocupam apenas o 10° lugar na classificação da conferência Leste.


O fit Bradley Beal – Spencer Dinwiddie

Imagem: Stephen Gosling/NBAE/Getty Images/AFP

A expectativa sobre o armador vindo do Brooklyn Nets, Spencer Dinwiddie, sempre foi alta pelos fãs em DC.

Se recuperando de um rompimento nos ligamentos do joelho que sofreu na temporada 2020-21, Dinwiddie até revelou a mídia em uma entrevista que o staff médico dos Wizards apresentaram a ele uma possibilidade dele não jogar nos primeiros 15 jogos da temporada 2021-22, buscando se recuperar ‘110%’ da cirurgia que passou. Dinwiddie recusou a possibilidade e iniciou a temporada como titular.

Os primeiros jogos do armador em DC foram bons, com atuações no ‘clutch time’ que brilhavam os olhos dos fãs. Aos poucos, os números de Dinwiddie foram diminuindo, tal como seu impacto em quadra.

Após uma sequência se jogos em que Dinwiddie parecia “amedrontado” em quadra – chegou a ter médias de 26.8% FG e 14.8% 3FG numa sequência de 7 jogos -, Dinwiddie começou a ‘soltar as asinhas’ novamente e performar em melhor nível.

De qualquer forma, está cada dia mais nítido que o encaixe de Spencer com Bradley Beal, seu companheiro de backcourt, é péssimo. Spencer Dinwiddie em jogos COM Bradley Beal em quadra nessa temporada: 10.2 PPG, 5.0 APG, 4.4 RPG, 33.7% FG, 27.0% 3FG. 13 vitórias, 17 derrotas. Já Spencer Dinwiddie em jogos SEM Bradley Beal em quadra nessa temporada: 23.6 PPG, 8.2 APG, 5.0 RPG, 48.7% FG, 40.6% 3FG. 6 vitórias e 3 derrotas.

Mais números:

Bradley Beal e Spencer Dinwiddie: -5.25 Net Rating

Spencer Dinwiddie em quadra, Beal fora: 0.71 Net Rating

Bradley Beal em quadra, Spencer Dinwiddie fora: -1.65 Net Rating

O Net Rating é uma estatística avançada que mede o quão um jogador é positivo dentro de quadra, medindo seu impacto defensivo e ofensivo. Beal e Dinwiddie juntos são extremamente negativos. Dinwiddie sozinho, positivo. Beal sozinho, negativo.


Rotação dos pivôs

Imagem: ClutchPoints

O elenco extremamente cheio do Washington Wizards uma hora ou outra iria ser motivo de discussões dentro do mundo do basquete. Hoje, o time da Capital possue 3 pivôs de alto nível em seu elenco: Daniel Gafford, Thomas Bryant e Montrezl Harrell.

Thomas Bryant perdeu mais de 40 jogos da temporada regular desse ano se recuperando de uma lesão nos ligamentos do joelho, sofrida no dia 9 de Janeiro de 2021. Durante seu período fora, Daniel Gafford seria o pivô titular, por seu impacto defensivo, enquanto Harrell fazia a função que melhor sabe fazer: ser o sexto homem do time.

Porém, ao longo da temporada, Daniel Gafford não conseguiu se livrar de um problema que o assombra desde sua rookie season: as faltas. Principalmente contra os chamados heavy bigs, ou pivôs tradicionais, fortes fisicamente.

Gafford simplesmente não conseguia se manter em quadra por conta das faltas e, consequentemente, Harrell teve que, mesmo vindo do banco, assumir a minutagem de um pivô titular, coisa que não estava nos planos de Wes Unseld Jr.

Gafford, que no início da temporada assinou um extensão que irá lhe pagar, em média, $13,394,160 anuais em 3 anos, viu seu tempo de quadra diminuir cada vez mais durante o ano. A volta de Thomas Bryant as quadras piorou a situação de Gaff. Nos últimos 7 jogos, Gafford tem médias de 11.7 minutos de quadra.

A minutagem de Gafford tem sido apontada como um grave erro de Wes Unseld Jr, já que Gafford é o melhor pivô defensivo dos Wizards. No fim das contas, algum dos 3 provavelmente será negociado até a Trade Deadline, que se intensifica a partir do dia 10 de Fevereiro.

Daniel Gafford, apesar da baixa minutagem, não deve sair de Washington. O pivô tem uma cláusula em seu contrato que lhe torna ilegível para ser trocado até o dia 12 de Abril de 2022, data que as negociações entre times da liga já estarão fechadas.

Thomas Bryant é uma moeda interessante de troca. Ainda jovem (24 anos) e com uma característica bem chamativa para um pivô hoje em dia: a capacidade de arremessar para 3 pontos. Bryant chutou para 40.7% de aproveitamento em 2.0 tentativas por jogo em 2019-20. Em 2020-21, antes da lesão, estava mantendo sua média de 2.1 arremessos por jogo, mas na ocasião, acertando 42.9% dos arremessos. Sabemos o valor de um pivô arremessador nos dias de hoje.

Montrezl Harrell, assim como Thomas Bryant, será um agente livre ao final da temporada. Trocando um ou outro, o Wizards terá que batalhar na agência livre para conseguir renovar com um um pivôs. Diferentemente de Bryant, Harrell já não é mais uma promessa há alguns anos.

O pivô de 28 anos tem muita experiência nas costas e muita personalidade, coisas que o fazem um dos líderes vocais do atual elenco dos Wizards. Sendo um dos jogadores que mais pontuam dentro do garrafão de toda a NBA (8.5 pontos no garrafão por jogo), Harrell traz junto de si, uma energia que rapidamente cativou os fãs de basquete em Washington.

Trocar Harrell pode ser um golpe duro para os fãs que já estão tão apegados com o pivô, mas renovar com ele também não será uma tarefa fácil, visto que contenders de mercado grande devem mostrar grande interesse no pivô.


A situação Bradley Beal

Imagem: MARCA

Então chegamos ao ponto mais delicado de todos e provavelmente a maior decisão que o Front Office dos Wizards terá que tomar nos últimos anos: Bradley Emmanuel Beal. 28 anos, 10 anos de NBA, todos em Washington. 3x All-Star, 1x All-NBA, All-Rookie em 2012-13, duas temporadas seguidas com 30+ pontos de média e inúmeros recordes com a camisa dos Wizards.

Que Bradley Beal está marcado na história dos Wizards, isso não pode ser questionado. A dupla que o ala-armador formou com seu companheiro John Wall durante anos, será lembrada para sempre na memória e no coração dos fãs de basquete em DC.

Como jogador, Beal sempre se viu ‘na sombra’ de John Wall em Washington, mas isso nunca foi um problema para ele, pelo contrário. Durante o tempo juntos, Wall sempre foi o cara do time, que arremessa as bolas decisivas, que tinha maior volume de jogo e Beal se destacava fora da bola, assumindo um papel de segunda opção ofensiva, e ambos se completavam.

As múltiplas lesões de John Wall não foram exatamente grandes surpresas, já que o armador lidou com vários problemas para se manter em quadra durante toda sua trajetória na NBA, mas também não podemos dizer que não foi um choque para todos quando soubemos que Wall ficaria um período tão longo fora das quadras.

Beal sabia que esse era o momento de dar o próximo passo e finalmente ser o cara da franquia, infelizmente por um motivo ruim, com as lesões de um companheiro, mas de qualquer forma, era a chance dele se consolidar como uma estrela na liga.

O Washington Wizards abraçou a ideia de ter Beal como o cara da franquia, tanto que em 2019-20, um ano após as lesões de Wall, os Wizards ofereceram uma extensão máxima de contrato para Beal, no valor de 72 milhões de dólares por 2 anos.

Logo na sua primeira temporada como ‘dono do time’, Beal mostrou um salto de evolução incrível como pontuador. Em 2019-20, foram 30.5 pontos de média. Mesmo assim, Beal não foi selecionado para o All-Star Game daquele ano – algo que até hoje é quase que inexplicável.

Para o azar de Brad e dos fãs dos Wizards, o time de 2019 era extremamente limitado. Isaiah Thomas – sim, o próprio – era o armador titular daquele time. Jordan McRae, Shabazz Napier e Jerome Robinson eram jogadores que tinham minutos relevantes naquele times. Hoje, nenhum deles está na NBA mais.

Em 2020-21, Beal continuou a evoluir como scorer. O camisa 3 teve médias de 31.3 pontos por jogo e ficou muito perto de ser o líder em pontos por jogo daquela temporada da NBA. Beal finalmente conseguiu ser selecionado para o All-Star Game com suas médias e mais, foi titular no mesmo!

Tommy Sheppard foi extremamente agressivo no período de trocas e trouxe Russell Westbrook para fazer dupla com Beal. Ambos lideraram o time rumo aos playoffs pela primeira vez depois de 3 anos longe da pré temporada.

A esse ponto já se questionava a capacidade de Beal de liderar um time. Apesar de sua capacidade elite de pontuar, sua defesa não era positiva, seu playmaking era abaixo da média comparada a outras estrelas e ainda, estatisticamente, Beal foi um dos jogadores com pior aproveitamento de quadra no clutch time – momento onde as estrelas precisam aparecer – na temporada da liga. Mas ainda sim se concordava que o time era insuficiente.

A temporada 2021-22 chegou e com ela um time muito melhor comparado aos anos anteriores. Os Wizards agora tinham jogadores vencedores no elenco. KCP e Kuzma tinham sido campeões da NBA há uma temporada atrás, com o Los Angeles Lakers. Montrezl Harrell trazia o espírito, energia e raça que um time competitivo necessita.

Spencer Dinwiddie foi considerado uma aquisição A+ pela maioria dos sites que cobrem NBA. Você quer mais um incentivo? Beal está no último ano de contrato. Ao final da temporada ele estará elegível para assinar um supermax contract, que pode fazê-lo ganhar 48 milhões de dólares anuais pelos próximos 5 anos.

Ele tinha absolutamente tudo para acabar com as dúvidas e se consolidar como um Franchise Player e como uma superestrela na liga. Mas o que está acontecendo? Beal está fazendo sua pior temporada em pontuação desde 2017. Ele vem tendo o pior aproveitamento na linha de 3 pontos de toda sua carreira (30.1%). Nem mesmo sua evolução como playmaker conseguiu esconder que Beal não consegue ganhar jogos.

Infelizmente para mim, que escrevo esse texto e torço para essa franquia há 5 temporadas, é hora de cair na real e enxergar que Bradley Beal não é uma superestrela e não é o cara que você chamar de ‘o cara do time.’

Tudo piora quando, segundo fontes, Bradley Beal estaria querendo receber esse super contrato num valor de 241M/5y. Beal claramente não merece esse contrato pelo basquete que vem jogando e pode sair de graça ao final da temporada.


Trade Deadline

Imagem: Reprodução da Internet

O período de trocas no meio do ano se aproxima e com ele muitas, muitas dúvidas.

O Washington Wizards tem opções. A primeira dela, partir para um All-In, ou seja, trocar os jogadores jovens e com valores do elenco, por um ou dois jogador (es) calibre All-Star. O nome de Jerami Grant (Detroit Pistons) e Domantas Sabonis (Indiana Pacers) são os mais ligados a Washington por diversas fontes da liga.

Um pacote por qualquer um que seja, muito provavelmente terá que incluir o Israelense, escolha número 9 geral do draft de 2020, Deni Avdija no negócio, junto com jogadores para bater salários (Davis Bertans, KCP, Montrezl Harrell, Thomas Bryant) e a troca ser elegível. Escolhas de draft também teriam que ser enviadas.

Sobre essa opção, fica a reflexão: Domantas Sabonis ou Jerami Grant fariam do Wizards um time candidato a títulos? Quer dizer, Washington não é exatamente uma cidade atrativa. O Front Office de Washington não pode imaginar que pode fazer como o Chigaco Bulls na última temporada, que trocou seu núcleo jovem por Nikola Vucevic e na agência livre, assinou com Lonzo Ball e DeMar DeRozan.

Os Wizards não estão localizados em um mercado atrativo, o time não vem tendo sucesso desde… sempre. Essa é uma opção arriscada, onde, trazendo Grant ou Sabonis, você está assumindo que irá assinar uma renovação com Bradley Beal, uma cara renovação…

A segunda opção de Washington é assumir um rebuild, coisa que muito dificilmente irá acontecer, porém, vamos pensar sobre. Hoje, o Wizards tem um núcleo jovem baseado em Deni Avdija, Rui Hachimura, Corey Kispert e Isaiah Todd.

Imagem: Wiz of Awes

Deni Avdija mostrou flashes de um defensor elite durante boa parte da temporada. Não vem conseguindo manter esse status, mas continua muito positivo defensivamente e, lentamente, melhorando seu jogo ofensivo.

Rui Hachimura tinha muitas expectativas por parte dos torcedores. Rui é a cara do basquete japonês e mais que isso, um jogador que aparece constantemente em comerciais para marcas. Rui representou a seleção japonesa nos Jogos Olímpicos de 2021, sendo até um dos convidados da delegação a entrar segurando a bandeira do Japão nas aberturas das Olimpíadas.

Hachimura tem muitos holofotes na cabeça e para um garoto de 23 anos, lidar com isso pode não ser fácil. Rui entrou em tremendos problemas pessoais após o encerramento dos Jogos Olímpicos, que o fizeram perder massa muscular. Se ele vai conseguir ser o jogador que foi nos primeiros 2 anos de sua carreira, veremos.

Corey Kispert foi draftado com o rótulo de melhor arremessador de sua classe do draft. Seu começo na NBA foi complicado, sendo o famoso ‘arremessador que não sabe arremessar’, mas não demorou a ele melhorar consideravelmente seu desempenho. Kispert além de ser mais letal nas bolas triplas, mostrou ferramentas defensivas que surpreendeu a todos. Sua capacidade de usar do seu arremesso para atacar closeouts e espaços vazios sem a bola vem chamando atenção também, e ele vem se mostrando muito mais que apenas um shooter.

Isaiah Todd é um projeto de longo, longo prazo. Draftado na escolha 31, vindo do G-League Ignite, Todd é um projeto de ala alto que pode arremessar para 3, arremessar mid-ranges e distribuir tocos na defesa. Seu desenvolvimento é bastante difícil, mas a recompensa pode ser alta.

Além desses 4 jogadores, os magos têm um elenco recheado de jogadores que agregariam muito em times postulantes ao título. Caldwell-Pope, Kyle Kuzma, Davis Bertans, Montrezl Harrell são caras que podem render jovens jogadores em troca para Washington, se pelo rebuild o time optar.

E temos uma terceira opção. A opção de recomeçar do 0. As duas opções acima, de partir para o tudo ou nada e a de assumir uma reconstrução são opções extremas, tanto de um lado, tanto de outro. Gosto de dizer que o Washington Wizards tem uma oportunidade rara nas mãos, por ainda poder recomeçar sem necessariamente ir para movimentos extremos.

Quero dizer que, o Wizards tem a opção de trocar um ou outro jovem + moedas de troca por um jogador de calibre All-Star, ao mesmo tempo que tem a possibilidade de trocar peças como Kentavious Caldwell-Pope, que faz uma temporada extremamente inconsistente e pode ser negociado por outro jogador de impacto imediato. No meio de tudo isso, o Washington Wizards tem a oportunidade de trocar de Franchise Player.


Infelizmente, é insustentável continuar insistindo em Bradley Beal como o cara da franquia. Beal tem mercado, seja na Philadelphia, seja em Sacramento ou outras cidades. Houston não teve essa oportunidade, de trocar James Harden e se manter competitivo. OKC não teve a possibilidade de trocar Chirs Paul e se manter competitivo. O Washington Wizards tem toda a condição de trocar Bradley Beal e se manter competitivo, basta a franquia querer enxergar que ele não é o cara.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s