Yng Sharks e a virada histórica contra a Imperial

No último domingo (13), os fãs brasileiros de Counter Strike presenciaram uma das melhores partidas dos últimos anos no CS tupiniquim. Com emoção desde o primeiro round e uma virada espetacular, a tímida Yng Sharks venceu a favorita Imperial Sportsbet.io na final da FIReLEAGUE 2022 e garantiu vaga na Blast Spring Showdown.

Antes da Final

Cuidado, o tubarão vai te pegar!

Apesar do hype em cima do projeto “The Last Dance”, os Sharks chegaram à final em melhor forma. A line, inteiramente brasileira, formada por Romeu “Zevy” Rocco, Lucas “Lucaozy” Neves, Jhonatan “jnt” Silva, Richard “chay” Seidy e João “matios” Guedes, conseguiu 2 vitórias – uma delas sobre a Imperial – nas 2 partidas da fase de grupos (Melhor de 1), com Lucaozy se destacando nos 2 mapas jogados.

Já nos playoffs, os tubarões enfrentaram o time argentino Leviatan, vencendo por 2-0 a MD3. Com uma prorrogação no mapa Vertigo, Lucaozy fez 52 frags e Zevy terminou a partida com incríveis 57 kills e 1.34 no Rating 2.0.

A Imperial

É impossível estar na internet nos últimos meses e não ter visto pelo menos uma menção ao “The Last Dance”. A reunião das lendas do CS BR Gabriel “FalleN” Toledo, Fernando “fer” Alvarenga, Ricardo “boltz” Prass, Lincoln “fnx” Lau e o jovem ex-FÚRIA, Vinícius “VINI” Figueiredo, encheu o coração dos fãs de nostalgia e esperança de títulos importantes para o Brasil.

Da esquerda para a direita: VINI, fer, peacemaker (coach), FalleN, boltz e fnx. Foto: Divulgação/Imperial Sportsbet.io

O time queridinho do momento chegou à final vencendo a Isurus na primeira partida, por 16-13 na Overpass (MD1), mas a guarda imperial (apelido da torcida) sentiu um choque de realidade ao ver a IMP perder para a Sharks na Nuke por 16-11. A apreensão, no entanto, passou rapidamente ao verem o time vencer a Isurus novamente, dessa vez por 16-3, também na Overpass.

Na semifinal, a Imperial enfrentou a 9z, vencendo facilmente, levados por ótimas performances de boltz e fer, com 51 e 47 kills, respectivamente. O time chegou confiante à final, e a maioria da torcida já dava como certa a vitória da IMP, mas os deuses do CS haviam preparado algo mais emocionante.

Todo o drama

Às 18h do domingo, com uma transmissão problemática da matriz e servidores que atrasaram a partida, os dois times brasileiros se enfrentavam numa Melhor de 3, mas só um deles parecia contar com o apoio da torcida. Na Inferno, primeiro mapa – pick da Imperial- o Professor deu aulas, com a ajuda do jovem pupilo VINI e garantiram o primeiro ponto por 16-10.

Mas foi na Dust 2 que a história foi escrita. No mapa escolhido pela Sharks, os tubarões não tomaram conhecimento da Imperial nos primeiros 9 rounds. Com um CT envolvente, a IMP só permitiu 2 pontos dos TRs, terminando com o placar 13-2 na troca de lados. A Imperial só não contava que, no CT, a Sharks iria fazer uma das maiores viradas da história.

O Last Dance veio para o TR marcando o primeiro ponto, mas cedendo dois seguidos para os tubarões. Logo depois a IMP marcou o 15º ponto e todos deram a vitória como certa. Afinal, quantas vezes você já viu um time virar 15-4?

Com um mapa perfeito de Zevy, a Sharks simplesmente encaixou um round atrás do outro, e aproveitando dos erros táticos e individuais dos jogadores da Imperial, venceu e venceu, deixando a Guarda Imperial mais preocupada a cada round, até chegar ao 15-15 e levar o mapa para a prorrogação. De repente, o time que só precisava fazer 1 round para se sagrar campeão, agora precisaria vencer 4 contra tubarões embalados e sedentos de sangue que com certeza estavam mentalmente em êxtase com o que estavam fazendo. A Imperial não conseguiu nenhum ponto na OT e a Sharks levou o mapa, empatando o jogo em 1-1 e levando a decisão para a Mirage.

O mapa decisivo

Na Mirage, a primeira metade do mapa foi mais equilibrada, e a Sharks virou à frente num 8-7. Na segunda metade, venceu os primeiros quatro rounds e um pouco depois o placar estava 15-9 com a Sharks tendo 6 match points. Mas, tentando uma última dança, e, quem sabe devolver a virada dolorosa do mapa passado, a Imperial venceu 5 rounds seguidos e deu esperança à torcida num 14-15. Apesar dos esforços do adversário, os tubarões já estavam cansados de drama, e venceram o último round para serem campeões e garantir a vaga no Blast Spring Showdown.

Foto: Twitter/ YNG Sharks

Pós-jogo

Mais de cem mil pessoas assistiram esse duelo histórico entre os dois times brasileiros. E os jogadores não deixaram a desejar. Foi uma performance absurda de Zevy e Lucaozy, pela Sharks, e fer e VINI pela Imperial. Zevy deu seu próprio show na D2, VINI mostrou que realmente foi a escolha perfeita para completar o Last Dance e fer provou a todos que ainda tem muita bala no pente, sendo o jogador mais impactante da Imperial nesse camp e levando o MVP pra casa.

Essa partida serviu para, na vitória da Sharks, abrir os olhos dos fãs para os outros times do cenário, mostrar que o Brasil ainda pode dar muitos frutos no CS:GO.

E, na derrota da Imperial, serviu para colocar os pés da torcida no chão. O elenco está junto há apenas 1 mês, e nas palavras do técnico Luis “peacemaker” “essas derrotas ensinam muito, desde que você tenha cabeça aberta e humildade pra reconhecer (…)”. O coach disse ainda que o time vai continuar a preparação para as qualificatórias do Major em um bootcamp na Europa e garantiu que os próximos jogos serão bem melhores.

Próximos desafios

A YNG Sharks agora está garantida na Blast Spring Showdown, que acontecerá entre os dias 27 de abril e 1 de maio. Hoje (15) os tubarões enfrentam o São Caetano às 20h10 pela Aorus League 22.

A Imperial viajará para o bootcamp na Europa e jogará o RMR na Romênia entre os dias 11 e 14 de abril.


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