Confira três sugestões de troca por Rudy Gobert

Desde o final de Temporada Regular do Utah Jazz, muito já se circulava de que o ciclo daquele grupo – que viria a cair no primeiro round para o Dallas Mavericks – estaria com os dias contados. A impressão externa é de que o técnico Quin Snyder já atingiu o teto que este elenco poderia entregar, e quando momentos assim chegam, é esperado que o próximo passo dessas franquias seja entrar em reconstrução.

Como o elenco era a melhor franquia da NBA em aproveitamento até temporada passada, o que se deve à profundidade do time e ao grande volume ofensivo no sistema de jogo, alguns jogadores naturalmente receberão interesse de vários times. Assim, cabe aos negociadores tentarem acertar a troca mais justa possível para o interesse das duas partes.

Como já foi dito, a tendência é que vários jogadores recebam forte interesse caso Utah realmente resolva reformular seu elenco. Poderíamos falar aqui sobre o All-Star Donovan Mitchell, ou até mesmo sobre ótimos coadjuvantes em Mike Conley, Bojan Bogdanovic e outros. No entanto, iremos abordar sobre trocas que a franquia poderia explorar pelo pivô Rudy Gobert, 2x All-Star e 3x Defensor do Ano.

Gobert é possivelmente o maior ativo que a franquia de Salt Lake City possui em mãos hoje, superando Donovan Mitchell. Numa liga que tem condenado cada vez mais os pivôs com limitações defensivas, podemos cravar que o pivô francês elevaria o patamar de times que já sejam bons ou ótimos, sobretudo daqueles que ainda não possuem um ótimo pivô com uma boa defesa.

Com isso, por conta do maior impacto que Rudy poderá oferecer a um eventual novo time em relação a Mitchell, arrisco dizer que o primeiro receberá maior interesse na offseason que o segundo. E portanto, o texto a seguir irá apresentar três times que o Utah Jazz poderia explorar trocas pelo pivô, quais as trocas que os times poderiam fazer e as justificativas para tal. Boa leitura!


Dallas Mavericks recebe: Rudy Gobert
Utah Jazz recebe: Jalen Brunson, Spencer Dinwiddie e três picks de primeiro round (2022, 2024 e 2026)

Imagem: ESPN

Para Utah, um Sign-and-Trade por Jalen Brunson seria um começo bem interessante para uma reconstrução. O armador é um agente livre nessa janela e seu sucesso na série contra o próprio Jazz fará com que várias equipes se interessem em contratá-lo.

O Jazz possui como principal atrativo para Jalen o espaço na folha de pagamento liberado com uma eventual ida de Gobert a Dallas, que poderia render um bom salário para que o jogador aceitasse ir para um time em início de reconstrução.

Em uma perspectiva de curto prazo, Brunson não seria o tipo de jogador que comprometeria a reconstrução – isto é, vencer mais jogos que deveria, e consequentemente ter menos chances de conseguir as escolhas mais altas do Draft -, e a médio prazo, seria um excelente coadjuvante para as novas estrelas que surgirão para liderar o novo Utah Jazz.

No mais, considero Dinwiddie uma peça presente na troca para complemento de salários. Seu contrato é de dois anos de duração, então a franquia conseguiria abrir bom espaço na folha quando seu vínculo chegasse ao fim. Por fim, o que pode ser a parte mais valiosa da troca: as três escolhas de primeiro round que Utah adicionaria para buscar mais jovens são boa quantidade de ativos que a franquia acumularia.

Para Dallas, apesar de abrir mão de três picks de primeiro round, o que é bastante coisa, estaria não só impactando o elenco com uma brutal força defensiva em Gobert, mas também estaria se livrando de um contrato alto demais em Spencer Dinwiddie.

Por fim, deixar Brunson ir claramente faria falta no ataque. Entretanto, renovar com o armador pelo valor estipulado (algo entre 18 e 20 milhões de dólares anuais por 4 anos) poderia travar a flexibilidade financeira dos Mavs, inviabilizar novos negócios e estagnar a possibilidade de uma melhora técnica da franquia a médio e longo prazo. Isso deve ser levado em consideração em uma eventual não-renovação com o armador.


Chicago Bulls recebe: Rudy Gobert
Utah Jazz recebe: Nikola Vucevic, Patrick Williams e uma escolha de primeira rodada (2022)

Imagem: Reprodução da Internet

Chicago é uma franquia que vem melhorando a qualidade de seu elenco ano após ano. O quarteto Lonzo Ball, Zach LaVine, DeMar DeRozan e Nikola Vucevic começou superando as expectativas no começo da temporada, mas as lesões ao longo dela brecaram voos mais altos dos Bulls na pós-temporada de 2022.

No entanto, não só as lesões atrapalharam a franquia. Os problemas defensivos de Vucevic foram muito bem explorados pelos Bucks no primeiro round, fazendo com que alguns jogos tivessem o surgimento de Brook Lopez no ataque para trazer as vitórias para Milwaukee. Em uma Conferência Leste com Joel Embiid e Giannis Antetokounmpo, se você quer ter chance, precisa ter armas para limitar esses caras.

Com isso, trazer Gobert elevaria o patamar da franquia, pensando exatamente nos confrontos contra essas superestrelas. Nem só os Bulls precisam de um pivô defensivo no Leste: Atlanta Hawks e Charlotte Hornets são alguns exemplos de franquias que deveriam investir pelo francês, mas vejo Chicago com mais atrativos para agradar Utah neste momento, e por isso optei pela sugestão de uma troca com os Bulls.

Obviamente, a ex-franquia de Michael Jordan precisaria abrir mão de seu futuro, o que significa ceder Patrick Williams ou Ayo Dosunmu. Acredito que não haja alternativa correta entre os dois, pois ambos seriam excelentes peças para auxiliar as futuras novas estrelas do Jazz, mas optei por Patrick Williams pelo cuidado do tratamento de lesões que Utah pode ter que Chicago não pode tanto.

Patrick Williams passou mais de quatro meses parado por lesão grave no tornozelo, e parece ser o tipo de jogador que lide com muitas lesões pelo resto da carreira. Como Chicago almeja coisas grandes nos próximos anos, deixar Ayo ir e depender de um atleta com dificuldades para se manter saudável seria um risco, e para Utah, poderia começar a arquitetar seu elenco do futuro tendo Pat Will como seu pilar na defesa.

Ainda, receberia o ótimo pivô do Bulls, que possui um repertório ofensivo inegável e seria ótima opção para começo de reconstrução em uma Conferência Oeste que, salvo Nikola Jokic, não possui o repertório de Bigs que o Leste possui. E rechear suas novas estrelas do futuro com Williams, Vucevic e uma 18ª escolha de Draft é uma ótima maneira de começar um rebuild.


Golden State Warriors recebe: Rudy Gobert e Royce O’Neale
Utah Jazz recebe: Andrew Wiggins, James Wiseman, Jonathan Kuminga, Moses Moody e duas escolhas de segundo round de 2022

Golden State Warriors’ Kevon Looney and Andrew Wiggins battle Utah Jazz’ Rudy Gobert for rebound position during 1st quarter of NBA game at Chase Center in San Francisco, Calif., on Monday, May 10, 2021.

Deixei essa sugestão de troca por último porque seria a que traria mais impacto para a liga. Imagine o trio letal de arremessadores Stephen Curry, Klay Thompson e Jordan Poole tendo a companhia de Draymond Green, capaz de marcar todas as posições com excelência, e com o próprio Rudy, que defende o aro como ninguém atualmente. Seria um equilíbrio capaz de voltar a dominar a NBA por bons anos.

Isso sem contar a profundidade defensiva que o banco pode trazer com Gary Payton II, Kevon Looney e Royce O’Neale (envolvido na troca). Seria o Golden State trazendo uma possível nova dinastia à liga depois dos anos com Kevin Durant, e se a franquia entender que vale mais a pena apostar pesado nos últimos momentos dos Splash Brothers, deveria fazê-lo.

Falo de apostar pesado porque Golden State cederia uma grande parte de seu futuro. Wiseman, Kuminga e Moody são jogadores com menos de dois anos na liga, mas com muito potencial de terem funções importantes em times competitivos do futuro. Utah teria a possibilidade de dar minutos a esses jovens que os Warriors não conseguiriam num futuro próximo, e a tendência de desenvolvimento seria inegável.

O Jazz começaria sua reconstrução com um pacote sensacional de jovens, sem contar Andrew Wiggins, que foi All-Star pela primeira vez na carreira nessa temporada. Wiggins seria uma peça interessante pois ingressaria em seu último ano de contrato, o que significa que Utah seria capaz de abrir espaço na folha em uma temporada de reconstrução. E ainda, acumularia mais duas escolhas para usar já em 2022.


E aí, o que achou das nossas sugestões? Para qual lugar citado mais te agrada ver Rudy Gobert jogando? Possui alguma sugestão de troca? Deixe nos comentários!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s