O significado das lágrimas de alguém que sempre sorri

No primeiro título, o sono no corredor do avião na volta para casa, no quarto, o pranto aos últimos 30 segundos do jogo 6. As formas de demonstrar alívio escrevem a lenda de Stephen Curry.

Desde que saiu dos Davidson Wildcats, Stephen Curry sempre se deparou com a desconfiança sobre o seu talento. O Minnesota Timberwolves não o escolheu em duas opções do Draft consecutivas, alegando que o mesmo era “franzino demais” para a liga. Porém, o técnico dos Wildcats, Bob McKillop advertia que devíamos ficar de olho em Curry, pois ele era algo especial.

Stephen Curry em seu Draft. Foto: Divulgação/NBA.com

Um “calvário” nas três temporadas iniciais exigiu que o armador melhorasse. Ele não ganhou o prêmio de Novato do Ano em sua primeira temporada, ficando atrás de Tyreke Evans do Sacramento Kings e, quando chegou em sua terceira temporada, especialistas diziam que a extensão de 44 milhões por 4 anos era arriscada, devido as lesões — uma que fez com que Stephen só jogasse 26 jogos com 28 minutos ao todo.

Só que não é segredo para ninguém que um time não se constrói em um homem só. A chegada de nomes como Klay Thompson, Draymond Green e Andre Iguodala deram a liberdade para que Curry pudesse melhorar. O primeiro título e MVP chegaram, incluindo o marcante “bi”, por ser o primeiro jogador a conseguir de forma unânime na história da liga. Mas a grandeza tem seus riscos.

O segundo MVP da Carreira de Stephen Curry. Foto: Divulgação/Globo.com

A virada histórica do Cleveland Cavaliers botava em cheque o legado de Curry. Porém, a vantagem de se ter um time composto de estrelas vindas do Draft deram a opção de conseguir mais um pilar para o time: Kevin Durant. Com o Ala, o Golden State Warriors conseguiu mais dois títulos e o armador ganhou um novo estigma.

O fato de ter sido três vezes campeão e não ter conseguido um MVP das Finais contestava a capacidade de Stephen estar presente entre os melhores de todos os tempos da Liga Norte Americana de Basquete. Havia quem dissesse que o armador de 34 anos estava fadado a ser a sombra de Durant pelo fato de não conseguir um título após o término de sua passagem.

Kevin Durant corado como Finals MVP. Foto: Divulgação/Medium

No dia 16 de junho de 2022, um capítulo desse legado foi adicionado: O Golden State Warriors venceu o jogo seis das finais contra o Boston Celtics, conquistando o quarto título da franquia ao comando dos “Splash Brothers” (com novas adições e o mesmo Draymond Green) e dando o tão aguardado MVP das Finais a Stephen Curry.

Com esse título, o time de San Francisco passa o Chicago Bulls em número de títulos em sua história, sendo a terceira maior franquia da liga. Além do título, Stephen Curry se tornou o maior pontuador de bolas de 3 da história da NBA, e além de ter anotado 25 cestas de três em 6 jogos de finais da NBA, ele ainda conseguiu mais um diploma enquanto isso.

Independente de quanto tempo o armador do Golden State continuar na ativa, a história continuará sendo escrita. Para quem dizia que ele não conseguiria mais nenhum título, bem, ele provou que não é bem assim.


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