Amizade ou tampering? A NBA por trás das câmeras

Embora grande parte dos jogos da NBA sejam estressantes, são dessas vivências que os jogadores se relacionam. Por trás das câmeras, nem todo trash talker é realmente um falador, na verdade pode ser o jogador mais quieto do seu time. Acima do entretenimento, a NBA é um ambiente de trabalho e, para muitos atletas, de negócios.

Tampering é a regra anti-recrutamento da NBA, cuja função é impedir que times ou jogadores tentem recrutar pessoas que estejam sob contrato. A ideia, relativamente altruísta, pune com sanções qualquer envolvido, mas mesmo assim não é muito bem executada. LeBron James pode ser o maior exemplo de tamperer, apesar de nada comprovado.

Jogador e intrinsecamente empresário, LeBron nunca dá ponto sem nó. Pode-se dizer que tudo começou em 2010, quando ele foi ao Heat. Ali, muito mais do que dinheiro estava envolvido. Em negociações desse nível, conversa é o que faz o acordo acontecer. James se comprometeu a trocar sua cidade natal por Miami, tudo para que formasse um super time com Dwyane Wade e Chris Bosh.

Uma década depois, jogando pelo Los Angeles Lakers, James envelheceu seu jogo (e lábia) como vinho. Foi preciso um jantar com Anthony Davis pós-vitória do Lakers contra o Pelicans, para que o pivô, mais tarde, acabasse sendo trocado para Los Angeles. Ele também já teve conversas com Kawhi Leonard e Jimmy Butler. Amizade ou tampering? É difícil saber (ou não).

Recrutamentos que saíram caro

Foto: Kevork Djansezian

O ex-presidente de operações, Magic Johnson, já comprometeu o Lakers com sanções em 2017, quando brincou em um programa ao vivo sobre recrutar Paul George, na época um agente livre dos Pacers. Seu comentário em si abriu portas para a NBA investigar mais afundo uma possível negociação antes da free agency, e no fim, encontraram um contato ilegal entre Rob Pelinka, vice-presidente do Lakers, e o agente de Paul.

A interação entre o Lakers e George custou 500 mil dólares para o time californiano, a segunda maior multa de tampering da história. Daryl Morey, Draymond Green, Pat Riley e muitos jogadores e general managers já foram punidos por comentários mal intencionados. Morey já arrecadou mais de um milhão de sanções por postar sobre Stephen Curry e James Harden enquanto estava no Sixers. Em seguida, o barba realmente acabou na Filadélfia.

Pat Riley foi punido em 25 mil por comentar de LeBron James no Heat novamente, e Green em 50 mil por sugerir que Devin Booker devesse sair do Suns e ir para um time melhor, quem sabe o Warriors?

No fim das contas, todo o interpessoal da liga corre o risco de virar tampering, e só iremos descobrir quando as trocas já tiverem sido feitas.


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