Os torcedores mexicanos usaram um canto considerado homofóbico no primeiro tempo da partida contra o Equador.
O canto, uma calúnia de uma palavra que significa prostituto em espanhol, geralmente ocorre quando o goleiro adversário está cobrando um tiro de meta.
A torcida fez isso aos cinco minutos, quando Hernán Galíndez fazia seu primeiro gol na partida.
Hernan Galindez, do Equador, reage.
É a segunda vez no torneio que os torcedores utilizam o canto, que custou à Federação Mexicana diversas multas da FIFA.
O canto surgiu durante uma partida entre México e Estados Unidos nas eliminatórias para os Jogos Olímpicos, realizada em Guadalajara, mas se tornou viral na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
O clima está tenso desde antes do primeiro apito.

Uma grande multidão assiste ao jogo no México.
Os fãs mexicanos se reuniram ontem à noite e até altas horas da terça-feira em frente ao hotel do Equador na Cidade do México, onde usaram buzinas, tambores, motocicletas e carros, ao lado de DJs para fazer barulho para seus rivais.
A tensão entre as bases de fãs reflecte uma divisão geopolítica mais profunda. As relações diplomáticas entre as duas nações foram rompidas desde abril de 2024, quando a polícia equatoriana invadiu a embaixada mexicana em Quito para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas, a quem lá foi concedido asilo político.
Embora o presidente equatoriano, Daniel Noboa, tenha expressado recentemente a disposição de consertar os laços, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou na segunda-feira passada que não discutiria o assunto até que a partida de alto risco terminasse.