Nuno Espírito Santo apelou aos árbitros para que forneçam orientações mais claras sobre as faltas durante os lances de bola parada, alegando que o nível de luta e bloqueio agora visto na Premier League tornou-se “quase louco”.
O técnico do West Ham levantou a questão antes do encontro de sua equipe na FA Cup com o Brentford, explicando que já expressou suas preocupações a Howard Webb, chefe do órgão de arbitragem Professional Game Match Officials Limited.
Nuno acredita que a interpretação atual do contacto em situações de bola parada foi longe demais e quer que os árbitros expliquem os limites de forma mais clara aos jogadores.
“O que o árbitro permitiu agora, o que está acontecendo na situação de bola parada é, direi, quase uma loucura”, disse ele.
“Acho que eles deveriam rever isso. Vejo que muitas delas são faltas – os contatos, o segurar, o agarrar, os bloqueios.”
“Muitas coisas estão acontecendo. Algumas delas são legais, algumas delas são OK, mas a maioria delas são contatos que vão muito além do que é permitido no futebol.”
O debate em torno da fisicalidade nos cantos e nos livres tem crescido nas últimas semanas, com vários treinadores a questionar se as regras estão a ser aplicadas de forma consistente.
Arne Slot, treinador do Liverpool, sugeriu recentemente que o grande foco nos lances de bola parada está tornando os jogos menos agradáveis de assistir.
Entretanto, David Moyes, responsável pelo Everton, descreveu a equipa do Arsenal de Mikel Arteta como pioneira nas chamadas “artes das trevas” nestas situações.
As críticas também vieram de Fabian Hurzeler, técnico do Brighton & Hove Albion, que questionou a falta de consistência na arbitragem.
“Algumas das formas como as equipes estão bloqueando não existem regras reais”, disse Hurzeler.
“Às vezes o árbitro apita e é falta, às vezes não é falta ou eles não apitam.”
Nuno repetiu essa preocupação, destacando particularmente a pressão exercida sobre os guarda-redes quando os atacantes lotam a pequena área.
Ele acredita que a actual interpretação das regras está a tornar a vida cada vez mais difícil para os guardiões.
“É uma consideração pessoal e já tive a oportunidade de transmitir esta preocupação ao Howard Webb”, acrescentou Nuno.
“Ele foi sensato o suficiente para reconhecer que algo está acontecendo. Não sou só eu. Acho que isso acontece por toda a liga.”